Uma reprimenda? Um carinho?
Um sorriso?
O que lhes terá ficado
na memória?
Um girassol dourado
delícia para as abelhasum poema envergonhado
ou o sol a tombar das telhas
sobre o girassol dourado
à espera das abelhas?
E a ave que voou da
árvore
e veio pousar num conto
meu.Quem se lembra?
Quem já se esqueceu?
Deve haver outras coisas
que ficaram na memória:as contas de dividir?
Essas não têm história
quem as não sabe, terá de as repetir.
É bom que cedo se tome
o jeito ao repartir.
Quem as não sabe terá de as repetir.
O verbo aprender em todos
os modos,
em todos os tempos,o verbo criar, o verbo construir, o verbo amar...
Viagens de
navegadores,
velhas lendas de
encantar...Rios, serras, mares e mapas
tantos sonhos p’ra sonhar.
Deve haver outras coisas
que ficaram por contar.
Rios, serras, mares e mapas
caminhos p’ra desvendar.
Em tantos dias felizes
a tarde repousa agora. Há canções, risos distantes
e as aves, de ramo em ramo,
são como alegres petizes
a debruar os instantes
de tantos dias felizes.







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