Eu queria mais altas as estrelas,Mais largo o espaço, o sol mais criador,
Mais refulgente a lua, o mar maior,
Mais cavadas as ondas e mais belas;
Mais amplas, mais rasgadas as janelas
Das almas, mais rosais a abrir em flor,
Mais montanhas, mais asas de condor,
Mais sangue sobre a cruz das caravelas!
E abrir os braços e viver a vida,
- Quanto mais funda e lúgrube a descida
Mais alta é a ladeira que não cansa!
E, acabada a tarefa... em paz, contente,
Um dia adormecer, serenamente,
Como dorme no berço uma criança!
Florbela Espanca
11 comentários:
Graças a Deus que durmo sempre assim, é um soninho santo que espero nunca perder...
Obrigada por este poema da Florbela Espanca, é lindíssimo.
Adoro tudo que venha de Florbela... tudo de bom!! Adorei!!
Beijos
Adorei!!!É , para mim, umas das melhores poetisas!!!!!!!Abraço,Amato.
Essa mulher mudou a minha vida, quando eu ainda era uma adolescente, quase beirando a transgressão. Ela praticamente pegou na minha mão e me colocou a escrever. E foi assim que transgredi.
A minha boa amiga também tem um "lado" de Florbela, o que é que pensa?!
Beijinho
João
É MUITO DIFÍCIL PARA MIM FAZER UM COMENTÁRIO A ESTE POEMA TÃO BELO..ESTOU DE ACORDO COM O COMENTÁRIO DO JOÃO DE SOUSA,SINCERAMENTE!MAS GOSTO DE UMA PARTICULARIDADE DELA...GOSTA DE TUDO EM GRANDE PARA A SATISFAZER!ESTA MULHER TEM VÁRIAS FACETAS K ME TOCAM PARTICULARMENTE!!!É COMO OS TEUS POEMAS K TAMBÉM ABORDAM TANTAS VERTENTES E ME FAZEM PENSAR,MEDITAR...BEIJINHOS GRANDES
Florbela Espanca e Fernando Pessoa - Adoro-vos!
Obrigada pela partilha
bom fim-de-semana
Carmo
Adorei!
Adorei Florbela e Carlos Paredes!
Adorei!!!
Beijos.
Florbela, maravilhosa sempre. Com esta música, então... Lindo.
beijos.
Pergunto-me que génio seria Florbela se se tivesse libertado da regração poética com que sempre escreveu...
Obrigada pela partilha. E pelo comentário, lá na Utopia.
Fazem bem as palavras da Florbela apesar de sempre tristes. Ou por isso mesmo. A mim fazem-me quase sempre querer alegria. Gosto de Florbela nos dias em que consigo fazer esse exercício. Nos outros também porque se me sinto tão triste quanto as palavras dela, lê-las sem conseguir sair delas também me faz bem.
Nos poemas dela dança sempre a alma com os espíritos mais sorumbáticos deixando aos outros só o direito de assistir...
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