sábado, 24 de outubro de 2009

Agora é maior a distância

Agora é maior a distância,
Mais escuro o vazio,
mais real a ilusão.

Agora, as minhas mãos dispersam-se
nas flores mortas das manhãs sem sol
em busca dos perfumes perdidos.

Os sorrisos fecharam-se nos rostos.
Os rostos fecharam-se em si
e acabaram submersos
nas teias tardias do ontem.

Terei sido eu a partir?
Serei eu aqui, ou outro
veio morar em mim?

Vão cegando meus olhos em vãs procuras
porque agora é maior a distância,
mais escuro o vazio, mais real a ilusão!


22 comentários:

Anónimo disse...

"Os sorrisos fecharam-se nos rostos.
Os rostos fecharam-se em si
E acabaram submersos
nas teias tardias do ontem."
Gostei muito, em especial esta estrofe.
Lindo!

Um beijo

Anónimo disse...

Também o que me cativou, porque neste momento estou em absorta melâncolia:
"Os sorrisos fecharam-se nos rostos/Os rostos fecharam-se em si/ E acabaram submersos/ nas teias tardias de ontem".

Parabéns, poetisa.

Bom final de semana.

Beijos.

aapayés disse...

Bello sentir leer tus versos..

Me gustaron..

Un abrazo
Saludos fraternos

Que tengas un buen fin de semana...

angela disse...

Lindos e tristes versos da alma que envelhece.
bom domingo
beijos

tulipa disse...

Embarcamos nos sonhos,
atracamos na Vida,
pela mão de um(a) Amigo(a)!

Assim me sinto quando te leio.

Esta noite podemos dormir mais uma hora, com a mudança da hora;
pois aproveito essa hora a mais, para visitar os meus amigos da blogosfera, que ando em falha.

Beijinhos.

A Palavra Mágica disse...

Lídia,

Quando a ilusão é mais real, está na hora de despertar.

Beijos!
Alcides

Graça Pereira disse...

Penso que é dos blogues onde gosto mais de ler Poesia! No meu caminho de prosa, gosto de encontrar pessoas como tu que fazem " da ilusão, uma realidade". Bem hajas.
Um beijo.
Graça

poetaeusou . . . disse...

*
belíssimo post,
parabéns,
,
agora
são mais largos os sorrisos
é mais espesso o teu perfume
emergiram as palavras
encurtando as distancias . . .
,
Brisas serenas, deixo,
,
*

Maria Emília disse...

O poema é lindo mas triste, Lídia. Também não entendo a melancolia da distância. Se estamos mais distantes de uma coisa é porque estamos mais perto de outra.
Desculpa, é esta a minha interpretação.
Um grande beijinho,
Maria Emília

Elzenir Apolinário disse...

Oi, Lídia, palavras de muita sensibilidade. obrigada por sua visita às minhas releituras. Boa semana.Bjs

Ana Echabe disse...

É CURIOSA SUA FORMA DE ESCREVER,
ME FEZ LEMBRAR MUITO DE UMA PESSOA. A MANEIRA DO SENTIR SE ASSEMELHAR, NEM TANTO AS PALAVRAS, POIS ELA USA A IMAGEM COMO EXPRESSÃO.
GOSTEI DE TEU POEMA, MUITO.
BJINHOS UMA BOA SEMANA A VC

João de Sousa Teixeira disse...

Que poderei eu dizer se não que, por coincidência, o tema do meu post é o mesmo,
e assim sendo, pode ser ele mesmo o meu comentário ao seu.
Deixei entretando de permitir os comentários no meu blog, o que não quer dizer coisissíma nenhuma...

Beijinhos
João

Alberto Oliveira disse...

... quero acreditar que não seja a distância (maior) a causa de um dia interromperes este percurso poético que tanto prazer me dá em ler.

beijos, sorrisos e óptima semana.

lupuscanissignatus disse...

verdejantes

margens


[onde as
mãos
aportam]

O Árabe disse...

Eis que sempre chega o agora... e muitas vezes nos faz sentir saudades do agora que ontem foi. :) Boa semana, belo poema!

Unknown disse...

LINDO,SEM DÚVIDA!!!MAS MUITO TRISTE!TUDO O K FALE EM DISTÂNCIA,ROSTOS FECHADOS,K ACABAM SUBMERSOS...É ALGO RELACIONADO COM O LADO MAIS NEGATIVO DA VIDA! A POESIA É UM ESTADO DE ALMA E ATRAVÉS DELA PODEMOS AVALIAR A TRISTEZA OU ALEGRIA DE QUEM OS ESCREVE...NO ENTANTO É UM POEMA MUITO BELO!!!PARABÉNS,AMIGA

Carlos Manuel Ribeiro disse...

Só tu Lídia, para com palavras de poesia transformares a ilusão em pura realidade!

Bonito, como sempre nos habituaste.

E na ilusão da nossa distância, despeço-me com a realidade de um beijinho.
CR/de

margusta disse...

"Agora, as minhas mãos dispersam-se
nas flores mortas das manhãs sem sol
em busca dos perfumes perdidos."

Cara Lídia LINDO!!! Tristemente Lindo....todo o poema...sentio-o tanto...como se fosse meu...

Gosto muito de tudo o que escreve, bem haja!

Beijinhos da,
Margusta

Elzenir Apolinário disse...

Oi, Lídia, há um selo para você em meu blog. Bjs

DIABINHOSFORA disse...

Tenho lido e relido este teu poema, de tão bonito que é.
Todos os versos me inspiram comentários e reflexões sobre os sentimentos do meu quotidiano.
Simplesmente lindo e de uma sensibilidade enorme, é o que me ocorre dizer.
Orgulho-me de que pertenças à minha cidade:))

Beijinho

Akhen disse...

Lidia

A expressão de uma dúvida, colocada superiormente. É lindo e as imagens passam diante dos nossos olhos, diáfanas e por vezes é como estender as mãos e agarrar espuma, nevoa e nuvem.

Para este seu poema deixo umas palavras que
escrevi sequencialmente:
"Nada do que parece é real, mas o real não deixa nunca de não ser aparente"

Beijo

Paz e Luz no seu caminho

Demóstenes disse...

Contraditório o facto de utilizar a foto de um rio (via de comunicação por excelência) a ilustrar a ideia de distância...