sábado, 31 de outubro de 2009

asas


Cercada de grades, a ave estrebuchava, ignorando que acabaria muda e inanimada na ligeireza inútil das asas.

20 comentários:

Eva Gonçalves disse...

Gostei. Simples, mas bonito :) Um beijo

Gabriela Rocha Martins disse...

ah não! enquanto tiver asas ,estas jamais serão inúteis...

-quedo.me ouvindo ,religiosamente ,os ERA

( tenho uma simpatia muito particular por este trecho musical .escolha absoluta )



.
um beijo ,Lídia

Justine disse...

Creio que , ao fim de muito estrebuchar, há grades que acabarão por tombar...
Partilho o gosto pelos poetas aqui ao lado:))
(e obrigada pela visita)

Graça disse...

Lindíssimo, Lídia, mas creio em asas que rompem grades...

Também gostei muito do fundo musical.

Beijo para o teu fim de semana

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

~Partilho da opinião da justine .
Pouco vale uma grade , junto de uma asa .
Abraço
____________ JRMARTO

lupuscanissignatus disse...

funda

asas

a ave


[nunca
afunda]


*abraço*

angela disse...

É a vida, viver o que tiver que viver até quedar-se inanimado.
Triste e belo verso.
beijos

Anónimo disse...

não, que ela continue a luta por ser livre que ela rompa com aquilo que a prende digo-lhe fuja e voe e que tenhas forças para continuar na batalha desta que a ti caiu!

mARa disse...

...ficar presa, faz isso de se debater, buscando a liberdade...

singelo e profundo.

Muita Luz!

Carlos Gonçalves disse...

Lídia, neste mundo em que vivemos, cantamos liberdade, mas também nós somos prisioneiros, nem que seja dos nossos próprios sentimentos!
Eu, por vezes, sonho voar, imitando as aves em liberdade, mas acabo sempre como o Ícaro dos tempos modernos, a despenhar-me em desfiladeiros de angústias.

Um beijo, Lídia, no desejo de um bom domingo.

Carlos

Graça Pereira disse...

É Lidia, muitas vezes, as asas não nos valem de
nada... sabemos que as temos mas as prisões que nos cercam de variada ordem, abafam-nos e acabamos por cair..esgotadas!
Encontraste palavras certas para este dia..
Um beijo amigo
Graça

Anónimo disse...

Lindo poema!
De que adiantam as asas se ás vezes se tornam inúteis?

Um Beijo

nydia bonetti disse...

Ter asas e não poder voar... Sina triste e antiga, de algumas aves e alguns humanos, infelizmente. Achei lindo isso, Lídia. beijo.

João de Sousa Teixeira disse...

Que estranha é afeição aos pássaros que os prende em gaiolas...
Deixe... voa o seu poema.

Beijinho
João

Unknown disse...

MUITAS VEZES É ASSIM K NOS SENTIMOS...COM ASAS PARA VOAR,COMPLETAMENTE LIVRES,MAS PRESOS PELAS PRÓPRIAS MENTALIDADES,MEDOS E FRUSTRAÇÕES...ASSOCIEI ESTE PEQUENO POEMA A VIDAS COMPLICADAS!POR VEZES SINTO-ME PRISIONEIRA DE MIM MESMA...BEIJOKAS AMIGA

DIABINHOSFORA disse...

Que nunca te cortem as asas e possas voar bem alto, são os votos que faço para ti:))

Beijinho

Juliana Matos. disse...

A vida as vezes nos impõe limites que perdemos nossa vontade de voar, de se aventurar, mais mesmo que isso aconteça, temos o sonho para nos levar, lindos versos..voe mais alto que puder..
abraços
Palavras em vão..

marinaCqm disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
marinaCqm disse...

Pequenos e belos versos.

Só não gostei de imaginar tal ave
a querer se soltar... almejar liberdade
e não poder voar. =)

Um abraço e espero sua visita!

poetaeusou . . . disse...

*
asas, aladas,
sem algemas
nem amarras . . .
,
conchinhas, deixo,
,
*