
Conformada com a indubitável negação dos sentidos,
começo a devorar entristeceres uns atrás dos outros.
De que vale a ternura dos teus olhos,
se na lonjura deste azul imaginário
todas as estrelas cadentes arrefecem no fundo do mar?
começo a devorar entristeceres uns atrás dos outros.
De que vale a ternura dos teus olhos,
se na lonjura deste azul imaginário
todas as estrelas cadentes arrefecem no fundo do mar?
25 comentários:
Agradeço a todos quantos quiseram comentar este meu texto (do dia 27) e não conseguiram. Parece que os comentários "fugiram" para o "post" do gatinho. Também não sei o que se passa. Pelo facto peço desculpa. Fui obrigada e remover tudo e a colocar de novo. Veremos se resulta, agora.
Um beijo
OBRIGADA!
Resultou...um poema assim tão lindo, tão sentido, não pode perder-se! Parabens, bjos
O fundo do mar não é intocável;
é provocador, convida à sua imensidão.
E mergulho. Acho o procurado:
A estrela que penduro no peito
e ouso mostrar a toda a gente.
Um beijo
Lendo os versos Lídia percebo talvez uma vontade de ter algo ou alguém mais perto e a distância sempre interfere como um mar longíquo ou a sua profundidade, até interferindo nos sentimentos!
Que lindas palavras!
Bjos
É fato, Lídia. Tentei comentar o poema, mas ia para o post do "gatinho". Em relação aos versos, teremos que ir ao fundo do mar resgatar essas estrelas e devolvê-las aos olhos do(a) dono(a) para que a alegria, enfim, (res)surja. Poema repleto de imagens. Belo, belo.
Imaginei as estrelas cadentes no fundo do mar, eu seu como é. Antes estavam girando pelo universo bem felizes, de repente um deslize e pronto, se precipitam em direção a um planeta qualquer atritam com a atmosfera isso arde um bocado e depois chocm-se no mar e lá ficam sepultadas para sempre, eu sei. Ainda dou um jeito de voltar pro meu caminho.
Beijos
Lídia, tô amando seu lugar
TUDO PODE ARREFECER...MENOS A TERNURA DE UM OLHAR...SEGURA-TE A ESSE FEIXE DE LUZ...
BEIJO
Lidia
Olá!
Pura reflexão. Está lindo.
O céu cinzento
foi-se abrindo
e as estrelas
dele se desprendendo
no mar foram caindo
e foram arrefecendo
naquele mar tão lindo.
Beijo
Paz e Luz no seu caminho
Isso é tão tristemente lindo... e quem disse que não pode haver alguma beleza que nasça das tristezas? Mas, eu cá ainda prefiro as que nascem de sorrisos. Uma hora, cedo ou tarde, as lágrimas secam, e, quem sabe o azul não lhe seja tão longe.
Parabéns!
Palavras que arrefecem como estrelas cadentes no fundo do mar. Sublime...
Obrigado pelas tuas palavras no meu recanto.
Um beijo grande
Chris
Olá Lídia,
passei por aqui... caí aqui e gostei, são bonitos os seus poemas e depois está tão bem acompanhada...Eugénio, David, Pessoa, júdice...
Voltarei.
Bjs,
Marisa
Ufff..., menina o que eu sofri p'ra aqui chegar...!!!!lolll :)
Sabes pk também gosto de ti, para além de...?!
é que remexes sempre no âmago das questões, a "fachada" passa-te ao lado..., adorei o teu comentário, obrigada Lidia.
Mas este teu profundo e belissimo poema de hoje
é matéria bem dificil!
"...começo a devorar entristeceres uns atrás dos outros."
Creio na poesia, tal como tu, amiga, por isso me incomóda quando te leio assim...:((
A ternura de um olhar vale tanto, tanto, que merece ser agarrada com o coração..., e as estrelas, mais que muitas, brilham nos teus olhos..., no fundo do mar... os segredos...! :)
Bjs
É pena as estrelas arrefecerem no fundo do mar, talvez para que numa noite escura elas voltem á superficie indicando-nos o caminho a seguir.
Lindo.Tive dificuldade em entrar aqui, mas consegui.
UM BEIJO E BOM FDS.
GRAÇA
Parece que todos temos estes sentimentos e muitas vezes sentimos que eles nos traem.
Não iremos deixar.
Nenhuma estrela poderá ficar no fundo do mar.
Teimando olharemos em frente e sempre ao alto onde todas se confundem num azul maravilhoso.
Resultou :)
... e transformam-se em estrelas do mar, lindíssimas e... picam!
Ui!
Beijinho
João
Quanto encanto nesta poesia, querida Lídia, e quanta angústia!
Por vezes também me sinto assim, sabes, quando sinto que me faltam horas e sobram silêncios, quando sinto que todos os meus sonhos se vão afogando...
Mas, Lídia, o Inverno está a passar, as brumas principiam a esconder-se, não tarda a chegada das andorinhas, está a chegar a nossa Primavera!
Vamos voltar a renascer, a ser de novo crianças, a sentir que é possível ver estrelas a toda a hora do dia e que as estrelas cadentes do fundo do mar, eram apenas estrelas fadadas na desesperança.
Um beijo de muito carinho, em ti, Lídia.
Carlos
Ola Lidia
Gostei imenso deste post.
Adoro o mar.
Bom fim de semana.
beijo
Oi Lídia, hoje atualizei meu blog com um texto que acho que vc gostaria de ler, aguardo seus comentários.
Beijos
Fabrício
Devorar entristeceres... nunca tinha pensado nessa possibilidade... adorei a imagem...
Beijinhos...
*
belas palavras
com sabor
a céu e mar . . .
,
conchinhas,
,
*
Lídia passei por aqui para ler a sua poesia como sempre faço e deixar um beijinho de bom fim-de-semana
Carmo
Como se devora um entristecer?
Com ânsia?
Com temor?
Resignação?
De que vale a ternura do olhar?
Vale tudo, diria eu.
Um óptimo fim de semana, Lidia.
Rolando
Lídia
Este poema me fez lembrar um meu, que eu até já havia esquecido. Escrito há tanto tempo...:) Vou deixá-lo aqui pra você:
A flor gerada pelo teu olhar
Precisa brotar
Canteiros preparei
Surgiu a rosa de infinita beleza
A noite trouxe céus de estrelas líquidas
Intocáveis brilhantes
A vida me reteve
No azul dos teus olhos de intangível leveza
Um anjo de cansaço adormeceu sem asas
Dos noturnos voares
Agora este silêncio demorado(e)terno
É todo meu sentir
Represado nas águas da rosa dos teus olhos
A refletir estrelas
Na ternura improvável deste azul infinito
Além da noite escura.
beijos.
Lindo!... Simplesmente lindo!
Beijos e bom final de semana
belamente triste...
beijo
.
mariah
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