Quando a morte vier
Quero que me encontre
Ocupada a viver
Não quero ser eu a esperar
Que pode demorar
A plantar alegrias
A regar solidões
A podar tristezas
Ou a encher corações
E o tempo a correr
Quando a morte vier
Não quero senti-la
Sem que seja
Na sombra de asas
A descer de mansinho
Como papão
A assustar o menino.
Que me leve então
Devagarinho
Dar-lhe-ei a mão
Para que me guie,
Me mostre o caminho.
28 comentários:
Ola Lidia
Adorei.
Quando a morte vier, nao quero senti-la.
e quero que me encontre, ocupada a viver.
belas estas palavras.
beijinhos
Amiga, adorei o poema, mas aguenta aí os cavalos, que eu quero ler ainda, muita poesia como só a Lidia, sabe escrever!... Ela sabe quando há-de vir, não precisa lembrar sequer. Beijos
Quando a morte vier... já terei plantado alegrias, regado solidões e podado tristezas, mas espero estar ocupada no jardim ainda a jardinar aqui e ali, a admirar frutos e flores e a apanhar banhos de sol. Queremos todos que ela venha devagar e nos dê a mão sem a sentir... :)Bjo
POEMA MUITO LINDO,SEM DÚVIDA E MUITO SUAVE!!!MAS PREFIRO NEM COMENTAR POIS TOCA-ME NA FERIDA K TANTO ME ANGUSTIA E DOMINA CONSTANTEMENTE A MINHA VIDA!VIVO PERMANENTEMENTE A PENSAR NISSO! A MINHA VIDA ESTÁ ENSOMBRADA POR ESSE TEMA! BEIJOKAS GRANDES
Lindo. Adoro os teus poemas, sempre tão plenos de sentir.
Quando a morte vier, que não me diga nada... prefiro não saber!
Um beijo.
"Vou-me entretendo
A plantar alegrias
A regar solidões
A podar tristezas
Ou a encher corações
E o tempo a correr"
Pois é Lídia, infelizmente o tempo é um gerúndio; ele vai passando... Sua natureza é passar...
Belo poema!
Bjs e inté!
..."Quero que me encontre ocupada a viver"
É isso! mas quantas vezes nos esquecemos de viver??!
Um beijo
Graça
Poetas não morrem ficam encantados.
Um beijo
Quando chegar que seja suave,
sem arrepender-me do vivido.
obrigada por sua visita
um abraço no coração.
Ocupemo-nos em viver, então...
Há muito tempo!
Há muito o que fazer!
Beijos...
Minha querida Lidia
Belo poema...adorei.
Vou-me entretendo
A plantar alegrias
A regar solidões
A podar tristezas
Ou a encher corações
É mesmo assim.
Beijinhos
Sonhadora
Bonito, Lidia, Também quero assim: ocupada em viver.
beijos
...
Gosto muito dos teus poemas.
Sem palavras...
Beijo.
...
Muito bonito Lidia...
Beijo
Viver sem esperar o Amanhã, pois dele nada sabemos.
Fazer o bem enquanto esperamos.
Esse foi tema de meu post de hoje.
Coincidencia?
Beijoca
=)
Outra hipótese é:
DISPOSIÇÕES GERAIS
Não tenho ainda definido o sítio para morrer
tranquilo
nem médico legista que aconselhe
uma autópsia digna desse nome
os meus receios são balas
que confundo com a migração dos pássaros
os pequenos azares
que magoam como golpes incicatrizáveis
por desejo inconsequente
quis ser insecto
mais tarde ou mais cedo acaba por acontecer a todos
a quem a força da gravidade apenas deixa soltos
os miolos
uma ou outra apólice de acidentes pessoais
e não tem ainda definido o sítio para morrer
tranquilo
Beijinho
João
Que lindas palavras,
quando a morte vier deixe ela passar por outro lado..rs
Beijos Lídia, sempre palavras inspiradoras aqui!!
*
morte
o outro lado
misterioso da vida,
que espera por nós . . .
,
conchinhas luzentes, ficam,
,
*
Não sei falar sobre a morte.
Beijinho
Olá
Não sei falar com a morte, mas sei que ela é uma presença que me segue os passos.
Como tu, também eu lhe digo:
- deixa-me tratar das roseiras e da relva verde do jardim.
- Deixa-me fazer poemas ao vento para te abrandar o caminho.
- Vem lentamente e guia-me para que não tenha medo de entrar numa vida nova.
- Deixa-me o sorriso mais belo da missão cumprida, da partilha e do amor
Lídia... virá sim, como quem vira docemente a página de um livro, ou termina a rima de um verso...
Beijos...
AL
Lídia
Concordo com alguém que citou Guimaraes Rosa: "poetas nao morrem ,ficam encantados."
que assim seja, e que o encanto continue a nos envolver .
Poemas lindos pra caramba!! (bem no popular) mas muito verdadeiro.
meus abraços
A morte não existe
se tivermos amigos
que não nos deixem morrer
Querida Lídia,
Quando me deparo com tanta beleza,sinto que meus olhos se iluminam, se encantam, se vestem de poesia. Obrigada e, como sempre, parabéns!
Bjs
Quando a morte vier também quero estar ocupada, distraída e espero que esteja muito longe...
Gostei muito do seu blog, bom fim-de-semana
Eu não acredito em morte. O símbolo grego para a reencarnação era o golfinho. Pois o golfinho hora está mergulhado no denso mar e horas saltado no na sutileza do ar. Hora num mundo, hora no outro. Nós tb, hora estamos encarnados, hora desencarnados, mas sempre vivos. É impossível morrer, a alma é eterna, tudo que não é eterno não é verdadeiro, por isso nosso corpo físico tem de voltar ao pó.
Beijos para vc Lídia e para seus queridos leitores.
Fabrício
PS: atualizei meu bloguito com o tema do tabagismo, aguardo vcs por lá.
Lindo, Lídia. Um poema bem medido, exato nas palavras e imagens.
Beijo.
muito lindo Lídia, "Quando a morte vier..." como diria Woody Allen, não queria estar presente
:-)
um beijinho
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