
(EB 1 de Ponte de Pedrinha - Braga)
Volto à(s) escola(s), um palco que me é familiar, embora arredado do meu quotidiano actual.
O momento é de leituras e os livros são pretexto de encontros e reencontros.
Um punhado de palavras converge para dar corpo aos contos infantis que levo. São tudo que tenho para dar.
Para receber, um saco cheiinho de emoções [escondo-as ?!...] e flores.
Não, não é a Inês nem o Gonçalo, a Marta o Tiago, a Ana ou outro qualquer aluno que corria ao meu encontro, no principiar de cada dia. Podia enunciar centenas de nomes.
Hoje, são outros os rostos mas os mesmos sorrisos, o mesmo brilho nos olhos.
E eu com receio de me aproximar demais. Afinal quem sou para estas crianças que não me conhecem?
Conto-lhes uma das minhas estórias. Conversamos. Elas perguntam, eu respondo. Eu pergunto e erguem-se no ar muitos dedinhos, ansiosos. Vamos desbravando juntos os percursos do texto até que as palavras se calem.
Na despedida são elas que se aproximam como se qualquer barreira, imaginária ou não, se tivesse dissipado, por magia, nas linhas e entrelinhas de um conto onde elas me encontraram, onde eu as (re)encontrei.
Umas mãozinhas procuram as minhas, alguns pares de olhos espiam-me. Depois os beijos e os abraços apertadinhos. Retribuo.
Afinal somos tão próximas, fomos sempre tão próximas. Eu e elas.
Os seus nomes que eu não sei ,não me fazem, agora, falta nenhuma e, dentro de mim, o medo de desaprender este jeito de “ser criança”, adormece por mais algum tempo.
Devo tanto à escrita.
O momento é de leituras e os livros são pretexto de encontros e reencontros.
Um punhado de palavras converge para dar corpo aos contos infantis que levo. São tudo que tenho para dar.
Para receber, um saco cheiinho de emoções [escondo-as ?!...] e flores.
Não, não é a Inês nem o Gonçalo, a Marta o Tiago, a Ana ou outro qualquer aluno que corria ao meu encontro, no principiar de cada dia. Podia enunciar centenas de nomes.
Hoje, são outros os rostos mas os mesmos sorrisos, o mesmo brilho nos olhos.
E eu com receio de me aproximar demais. Afinal quem sou para estas crianças que não me conhecem?

Conto-lhes uma das minhas estórias. Conversamos. Elas perguntam, eu respondo. Eu pergunto e erguem-se no ar muitos dedinhos, ansiosos. Vamos desbravando juntos os percursos do texto até que as palavras se calem.
Na despedida são elas que se aproximam como se qualquer barreira, imaginária ou não, se tivesse dissipado, por magia, nas linhas e entrelinhas de um conto onde elas me encontraram, onde eu as (re)encontrei.
Umas mãozinhas procuram as minhas, alguns pares de olhos espiam-me. Depois os beijos e os abraços apertadinhos. Retribuo.
Afinal somos tão próximas, fomos sempre tão próximas. Eu e elas.
Os seus nomes que eu não sei ,não me fazem, agora, falta nenhuma e, dentro de mim, o medo de desaprender este jeito de “ser criança”, adormece por mais algum tempo.
Devo tanto à escrita.

19 comentários:
Que bonito Lídia ver uma criança desabrochar !
ter perto de nós essas atordoantes mentes infantis , frágeis e sedentas é um estimulante pra continuar crescendo com elas.
Gosto dessas leituras , são momentos que podem render milagres , no mínimo interesse e gosto pela leitura.
Parabéns pelo gesto e oportunidade única.
deixo abraços
Oi Lídia! Parabéns pelo teu trabalho. Lidar com crianças é uma dádiva de DEUS. As crianças merecem todo o nosso amor, carinho e, principalmente, uma ótima educação, pois serão os futuros homens de amanhã.
Beijos,
Furtado.
Não, não deve. Não deve nada à escrita.
São as palavras que gostam de serem tratadas com o carinho que lhes empresta, com que as arruma.
Depois é só lê-las e tomam a sua alma, uma a uma.
Aposto que é assim que lhe nasce um conto, que me atrevo a adivinhar ser maravilhoso. E se gosta de crianças as palavras saem ao jeito desse gostar.
Escreve aqui um conto, para eu saber se consegui adivinhar?
Eu, que nunca fui professor, compreendo muito bem esse sentimento. Há dias,numa iniciativa das comemorações do Dia da Poesia, encontrei duas meninas "minhas" (do tempo da Oficina da Criança)a quem ficou o gosto pela poesia, e já dizem muito bem.
Assim fiquei "p'ssor" sem nunca o ter sido, como acima digo.
Beijinho
João
Lídia
Comovente foi assim queme senti a ler esta leitura, é óptimo lidar com crianças eu tenho 3 netinhos e cada dia que passa sinto que a minha vida não faz sentido sem eles, já estive 15 meses privada de os ver eu e eles fomos vitimas de uma chantagem a que não cedi, não aceito que usem as crianças para obter fins. Desculpe o desabafo. Adorei Lidia.
Beijinho
Olho as fotos e reencontro o espanto semeado nos rostos, vidas prontas para a aventura da descoberta da palavra, na viagem intima e infinita que ela proporciona.
Que bom que é, habitar uma estória que pinta de arco-íris a seara, por onde voarão todos os pássaros no fortalecimento das asas.
Tão próximo de ti, tão próximo delas e dessa necessidade vital de reaprender a "ser criança".
Um abraço
Que sorte a tua, Lídia!
Abraço
Lídia
Tem miminho no meu cantinho
Beijinho
Sentir e viver como criança tornando as palavras um elo de aproximação.
Tanto os seus poemas como estes pequenos textos encantam e deixam uma sede de um pouco mais.
momentos assim são por demais gratificantes,
beijo
É maravilhoso trabalhar com crianças!
São flores que ajudamos a tratar e a crescer.
Beijo
Olá amiga Lídia. Bonito este texto teu.
Um grande abraço.
Que bonita essa troca de saberes que levas nas palavras/estórias a uma geração que tem tanta vontade de saber. Quando crescem um pouquinho mais pensam que já sabem tudo e fica muito difícil...
Parabéns
um beijo
Lídia, significativa postagem, num Universo onde se tem tantas coisas maravilhosas e mágicas para se ler.
Leitura é transformação.
Grande abraço, amiga
Já tive experiências semelhantes e é verdadeiramente estimulante! É algo que nos enche a alma...
Um abraço!
AL
Estar junto de crianças é a melhor coisa
da vida. Com elas muito se aprende e há
sobretudo sinceridade genuína.
Venho sempre aqui silenciosamente, de quando
em vez, escrevo, como hoje.
Bj
Olá amiga Lídia
Parabéns pelo seu trabalho, pela sua inspiração pelo talento de saber transmitir, as crianças são terreno fértil, são como esponjas sedentas, obrigada pelo seu trabalho. A foto mostra o prazer que todos na sala sentem...
Beijinhos e viva a cultura!
OLá Lídia,
Uma vivência muito importante, esse elo entre quem transmite e quem atentamente escuta!
Pela sua criatividade tem um selo no meu blogue para si. A nada se sinta obrigada. É só o meu agradecimento por tudo aquilo que partilha!
E saio daqui em grande exaltação...com a valsa!...
Beijos,
Manuela
Que giro! Eu tenho a perspectiva oposta: a de professora que recebia os/as escritores/as. Se bem que não fosse com criancinhas tão novas, não deve ser muito diferente.
Nunca tinha lido sobre esta perspectiva
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