Ferem como facas as falas
Em palavras mascaradas
Corvos negros em bicadas
A mutilar a razão
E se lhes pressinto a manha
Em esboço desenhada
Já o signo, a intenção
São atroz equação
Ignóbil e impreciso
Este dizer que me dizem
Que ouço sem ter de ouvir
Em rumores de acusação
Numa culpa por sentir
São como facas as falas
que falam p´ra confundir

13 comentários:
A palavra, a mais forte das armas.
Um beijo grande
Oi Lídia,
E como ferem.
E como ficaram belas tuas apalavras em forma de reflexão.
Estive um tempo afastada estou voltando, revendo os amigos.
Beijo meu
Amiga:
Estou perfeitamente de acordo com o lindo poema que escreveu.
beijinhos
"a palavra é navalha"
lembrei de um poema meu em que repetia essa expressão repetidas vezes ("Sobre o que fere").
A palavra que acaricia pode cortar...
Belo poema, Lidia!
beijos.
Desmascare tais palavras
Dispa-as de manhas
Agarre-as por dentro
e exponha-lhes as entranhas
Ferem como facas, as falas?
Como disse outro poeta,
chamando balas
a essas falas,
que elas resvalem
na couraça da sua indiferença
Uma vez pronunciadas são de imenso poder,
ficam pairando no ar
para o bem ou para o mal
Belo sempre teu poema, querida!
A palavra dita já não volta atrás.
Pode ser boa ou má, mas já está dita.
As palavras são assim.
Impõem-se.
Um abraço
Quem confunde, magoa. Um abraço, Yayá.
Vou experimentar como "anónimo"...
A palavra dada
não se olha à caligrafia.
Se, porém, magoada,
já é outra filosofia.
Beijinho
João
Lídia,
Ia jurar que deixei aqui um comentário mas não o vejo. Ontem aconteceu de publicar comentários que chegavam à caixa de correio das pessoas mas não ficavam registados nestes espaços. Mesmo onde não havia moderação eu via-os publicados, mas mal saía dsapareciam. Coisas do blogger que não entendo.
Também tive que procurar dois que me enviaram e mal imaginava fui encontrá-los no spam.
Espero que agora tudo funcione normalmente.
Pois, dizia eu ontem que para além de gostar do teu poema, gostei imenso da imagem. Aprecio muito este género de pintura.
Quanto às palavras que ferem só lhes podemos dar importância se vêm de alguém de quem gostamos muito, tal como dizia no comentário anterior, as outras leva-as o vento...
Beijinhos
Branca
Minha querida
Que dizer...o poema aconteceu...as palavras esqueceram-se de ser sombra...lembraram-se de ser pele...e FALARAM.
Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora
Lídia
As palavras cortam como lanças, mas também adoçam como mel~.
Beijinho
Olá! Adorei seu blog, os poemas, tudo! Passarei a segui-lo, ok?! Abraços de luz pra vc!!!
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