terça-feira, 11 de setembro de 2012

Eugénio Lisboa



Porque,  mesmo não procurando a política, ela vem ao nosso encontro sem que lhe possamos fugir,(e digo-o parafraseando Eugénio Lisboa), deixo aqui um excerto da sua Carta Aberta ao Primeiro Ministro deste Portugal sem rumo. Uma leitura que me parece indispensável, não obstante o amargo de boca que fica, no final, a remoer incompreensões. 

Carta Aberta ao Primeiro Ministro

(...)
Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está a desencadear pelo país fora afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida — tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados.Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente (...)


Texto na integra aqui

13 comentários:

Sandra Subtil disse...

"Acorda e reage, Portugal!

Não sei se é hoje, amanhã ou depois. Não sei se vai ser no dia 15 deste ou do mês que se segue. Não faço ideia se será desta ou daquela forma. Mas sei, sinto, que é inevitável. Mais, é fundamental e historicamente necessário. Sei que vão ser os portugueses a escolhê-lo, fazer deste dia uma data para sempre. Fartos, exaustos que estão de esperar, confiando, acatando, acreditando e finalmente sendo traídos um sem número de vezes.

Mas a verdade é que este dia não chega por si nem é carregado em ombros por quem nos mente descaradamente para conseguir o imediato, continuando depois a mentir para garantir o próprio futuro e do protetorado. O dia, esse dia, somos nós e a nossa revolta. Gosto de pensar que os dias são o que fazemos deles e não o contrário. Será o nosso dia, não deles. O Portugal de sonho de que nos falam ao ouvido e de mansinho, o vosso Portugal de sonho, aquele que nos vendem eleição atrás de eleição, tem sido o nosso pesadelo. É isto que temos. Um país desacreditado, socialmente empobrecido e tecnicamente falido.

No dia em que a sociedade civil tomar conta do país, no dia em que os melhores, mais qualificados, prodigiosos e competentes tenham o atrevimento de se dedicarem de corpo e alma à causa pública sem contrapartidas paranormais, no dia em que deixarmos de alimentar gerações e gerações de 'jotinhas', muitos deles incompetentes, incultos, mal formados, licenciados à pressa e sem vergonha com tão fácil acesso ao poder nesta jovem e inexperiente democracia (transformando-se este pequeno ninho num enorme vespeiro que caracteriza parte da classe política, a que nos suga e que delapida o país sem vergonha ou pesar em beneficio sempre, mas sempre dos mesmos, das mesmas famílias, empresas, bancos e interesses) talvez nesse dia distante e improvável Portugal consiga voltar a sonhar. Voltar a ser um país livre. Até lá estamos nas mãos deles. Gosto de pensar que um dia vão estar eles nas nossas.

"Amigo" Pedro. No meio da ladainha - aquela espécie de mensagem paternalista que decidiu escrever à nação via Facebook - disse uma coisa acertada, que passo a transcrever: "esta história não acaba assim". Estamos de acordo. Agora acredite, não vai ser o senhor a escrever o ponto final nesta história. O senhor é apenas mais uma vírgula errática entre muitos vírgulas tortas de um longo e sinuoso texto. O final vamos nós escrevê-lo, um dia destes. "

Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 11 de setembro de 2012


Beijinho Lídia

Dilmar Gomes disse...

Amiga Lídia, passando por aqui para deixar o meu abraço . Tenhas um bom dia.

Sílvia Mota Lopes disse...

É verdade Lídia ela vem ao nosso encontro e não podemos ser indiferentes:)
um beijo grande

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida

Hoje passando para oferecer o meu selinho de 3 anos de blogue,uma fatia de bolo e uma taça de champanhe e agradecer o vosso carinho que foi o que me fez chegar aqui.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Pérola disse...

Nem sei que diga, que pense.
É uma altura sem precedentes.
O futuro? Uma enorme incógnita. Não há optimismo que nos valha.

Isabel disse...

Dois textos para pensar. O que publicou e o que trouxe a Sandra Subtil.
Estamos no limite!

Um abraço

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Olá

As palavras
inundadas
de sentimentos simples,
que revelam
o melhor dos sentidos
que nos habitam,
encantam as vidas
de quem as encontra
em seus caminhos.

Parabéns pelo valioso
espaço de sentimentos.

Aluísio Cavalcante Jr.

ana disse...

É um texto pertinente de uma sagacidade aplaudível. A falta de humanidade e de princípios pela luta histórica dos direitos fundamentais levam a que os governantes sejam considerados cada vez mais um vazio.
Boa tarde!:)

Mª João C.Martins disse...



É, não podemos ignorar!

Ao ler julguei ouvir, tantas outras vozes;
as que podem e não dizem
as que querem e não sabem
as que tentam mas desistem
as que querem e sabem, mas não podem..

Bem haja a quem, como Eugénio Lisboa, não desiste de acordar palavras.

Um beijo

Sílvia Mota Lopes disse...

No dia 15 de Setembro vou estar lá :)
Beijinho

Graça Sampaio disse...

Li ambas as suas cartas e só tenho a dizer: Muito bem! Mais vindo de uma homem daquela idade e com todo aquele conhecimento acumulado!

Rogério G.V. Pereira disse...

Não sei se Joan Ruddock terá escrito sobre outras incompatibilidades, sendo que esta citada o foi para ser negada... julgo que esta carta aberta se pode manter aberta esperando novos endereços...

deep disse...

Li-a,há dias,na íntegra. Incisiva. Lamento que não chegue a quem deveria lê-la. :(

Boa semana. Beijinhos