terça-feira, 6 de novembro de 2012

Mãos




Côncavas de ter
Longas de desejo
Frescas de abandono
Consumidas de espanto
Inquietas de tocar e não prender



Sophia de Mello Breyner Andresen, (6 de novembro 1919 - 2 de julho 2004)

in Obra Poética (2010: p.242)

20 comentários:

chica disse...

Lindíssima poesia! beijos,chica

Bípede Falante disse...

Tenho nas mãos o coração!

beijoss

Unknown disse...

Todos os poemas de Sofia de Melo são divinamente encantadores.

Estas mãos que nos recebem e acolhem, que se doam sem pressa de receber.

Rogério G.V. Pereira disse...

Eu sabia
Sabia
Que regressarias, por Sophia

carminho disse...

Saudades de voltar a lugares onde se respira poesia.
Obrigada por trazer Sophia.
Beijo

Flor de Jasmim disse...

Excelente escolha em homenagem a Sophia.

beijinho e uma flor

Sandra Subtil disse...

Justa e bela homenagem!
beijinho

Mona Lisa disse...

Bela homenagem!

"Mãos" é um dos seus poemas que mais gosto!

Beijos.

Mar Arável disse...

Belas mãos

Unknown disse...

Boa noite
Voltei para dizer que não me cabe julgar ninguém e ainda menos comportamentos que vistos deste lado são incrivelmente injustos.

Já me chamaram a atenção pelas histórias que muitos ainda se lembram da dura realidade. Tenho de alterar os nomes e as coisas.
Beijinhos

Ana Oliveira disse...

"As mãos"...toque da alma! E estas bem descritas num pequeno poema tão "Sofia".

Um beijo

lis disse...

A alma portuguesa me enche de orgulho e de certa forma fazer parte... rs
o sotaque é brasileiro mas a alma é assim poética como toda Portugal. rs
Leio muito os poemas da poetiza Mello Breyner.
Para ela "a poesia é a Arte mágica de fazer Ser" e assume sua exaltação lírica a natureza _mar espuma vento noite luar ...
linda escolha Lídia
abraços

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida

Uma bela homenagem a Sophia que eu adoro, tem uma poesia forte e doce ao mesmo tempo.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Lilá(s) disse...

Tive o enorme prazer de a conhecer quando da inauguração da escola com o mesmo nome, onde lecionei. Sempre admirei esta grande senhora.
Bela e simples homenagem!
Bjs

sérgio figueiredo disse...

mãos que dão cor ás palavras escritas de Poesia.

quem sou eu para falar de Sophia de Mello Breyner Andresen...??
está tudo dito ao lê-la...!!

até

Manuel Veiga disse...

mãos subtis - no toque!

beijos

Fê blue bird disse...

Já estava com saudades das tuas mãos!

beijinhos

Rosa Carioca disse...

Uma GRANDE ESCRITORA!
Sempre usou da palavra com maestria.
Um livro que marcou minha infância foi "A Floresta".
Digna de admiração e muito respeito.
(já o filho...)

Emília Simões disse...

Sophia e a sua poesia, sempre belíssima. Bjs e bom domingo. Ailime

Branca disse...

Sophia sempre única e avassaladoramente genial em cada verso!

Beijinhos para ti Lídia, também tu única na sensibilidade com que escreves e nos presenteias com estas pérolas da nossa literatura.

Branca