sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Da luz

                                                                                                                         Imagem net sem indicação de autor

O mundo triste, às escuras
e nós,
alegremente, tomados pelo fascínio
das cavernas
lemos à luz da vela as sombras oscilantes
nas paredes.

E permanecemos espectadores
à mercê dos arrepios da luz fria
neste palco de silêncios
e cumplicidades.

Faça-se luz
no pequeno mundo
que é meu caderno de poemas
ainda dominado
pelas coisas sensíveis e mutáveis
do desconhecimento.


16 comentários:

Anónimo disse...

Que se faça luz..

beijinhos

Ana

JP disse...

O mundo está triste e às escuras na verdade.

Vamos ver se conseguimos acabar com os silêncios cúmplices com a nossa força.....

Beijinho

Mateus Medina disse...

E que bom que é poder sorver um pouco dessa luz do teu caderno...

bjos

Rosa dos Ventos disse...

E o mito da caverna a vir-me ao pensamento...

Abraço

Mel de Carvalho disse...

minha amiga,

em "quase reis", sejamos mendigos na ventura luz.

obrigada por me teres acompanhado em 2012, obrigada pela luz dos teus textos, sempre.

beijo
Mel

Mar Arável disse...


Luz no seu caderno de poemas?

Nunca vi diferente

Vozes ao alto sempre

lino disse...

Et lux facta est!
Beijinho

Manuel Veiga disse...

sombras e a "encenação" do Mesmo!...

há que romper as trevas e sair da gruta!

belíssimo.

beijo

Dilmar Gomes disse...

Pois é amiga Lídia, sabemos que não sabemos. Um abraço. Tenhas um lindo 2013.

Rogério G.V. Pereira disse...

Um dia os espectadores
perceberão que foi um papel menor
aquele que o encenador nos deu

nesse dia
todos iremos ao palco ler um poema do teu caderno

ana disse...

Lídia,
Gostei da luz que criou.
Boa noite!:)

Nikita disse...

Que venha essa luz e deixemo-nos ir por essa luz que ilumina o caminho...

Beijinho

Luna disse...

talvez seja no desconhecido que sentimos medo mas também esperança
beijos

Armando Sena disse...

Faça-se luz, haja um contra-ponto às trevas em que vivemos.
AS

Unknown disse...

No sábado que passou visitei uma enorme caverna... bem mais escura que a da imagem... que bom encontrar um poema que me fez reviver a experiência recente!

Abraço!

Maria João Brito de Sousa disse...

Estive a reler o que esta tonta e instável ligação me permitiu... há sempre tanta luz por aqui... até a música nos ilumina. Sinto-me estranhamente "em casa" sempre que aqui venho.

O meu abraço!