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O mundo triste, às escuras
e nós,
alegremente, tomados pelo fascínio
das cavernas
lemos à luz da vela as sombras oscilantes
nas paredes.
E permanecemos espectadores
à mercê dos arrepios da luz fria
neste palco de silêncios
e cumplicidades.
Faça-se luz
no pequeno mundo
que é meu caderno de poemas
ainda dominado
pelas coisas sensíveis e mutáveis
do desconhecimento.

16 comentários:
Que se faça luz..
beijinhos
Ana
O mundo está triste e às escuras na verdade.
Vamos ver se conseguimos acabar com os silêncios cúmplices com a nossa força.....
Beijinho
E que bom que é poder sorver um pouco dessa luz do teu caderno...
bjos
E o mito da caverna a vir-me ao pensamento...
Abraço
minha amiga,
em "quase reis", sejamos mendigos na ventura luz.
obrigada por me teres acompanhado em 2012, obrigada pela luz dos teus textos, sempre.
beijo
Mel
Luz no seu caderno de poemas?
Nunca vi diferente
Vozes ao alto sempre
Et lux facta est!
Beijinho
sombras e a "encenação" do Mesmo!...
há que romper as trevas e sair da gruta!
belíssimo.
beijo
Pois é amiga Lídia, sabemos que não sabemos. Um abraço. Tenhas um lindo 2013.
Um dia os espectadores
perceberão que foi um papel menor
aquele que o encenador nos deu
nesse dia
todos iremos ao palco ler um poema do teu caderno
Lídia,
Gostei da luz que criou.
Boa noite!:)
Que venha essa luz e deixemo-nos ir por essa luz que ilumina o caminho...
Beijinho
talvez seja no desconhecido que sentimos medo mas também esperança
beijos
Faça-se luz, haja um contra-ponto às trevas em que vivemos.
AS
No sábado que passou visitei uma enorme caverna... bem mais escura que a da imagem... que bom encontrar um poema que me fez reviver a experiência recente!
Abraço!
Estive a reler o que esta tonta e instável ligação me permitiu... há sempre tanta luz por aqui... até a música nos ilumina. Sinto-me estranhamente "em casa" sempre que aqui venho.
O meu abraço!
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