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Não chove,
hoje. Ontem também não choveu
e, por isso, o
rio da tua aldeia corre devagar.
Como é escasso
o rio da tua aldeia!
Ó tágides que
o Tejo trocastes
pelo lodo do
Este que agora habitais,
onde estais que
o estro e o canto ao poeta negais?
À sua sorte o
entregais sem ânimo nem mestria.
Como
almejar na vossa agrestia,
sinais
de grandeza se, menores que o vosso tamanho,
não se vos vislumbra
amanho para serdes Poesia?

15 comentários:
Lidia,
Tão bonito!
Obrigada por partilhar .
Beijinhos
Ana
E os rios continuam a correr devagar.....
Nem as tágides o inspiram antes de se tornar poesia.
Beijinhos
tágides e nereidas são irrequietas
e ninguêm lhes adivinha a dimensão...
Se não respondem sob pressão
saiba o poeta pedir
e, quaisquer delas, irão acudir
está escrito
e os rios necessitam de água para não morrerem.
beijinho e uma flor
Minha querida
Que o poeta nunca cale as palavras e que a poesia seja o rio que transporta o grito.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Querida amiga Lídia, não conheço teu Portugal, mas ao ler-te me senti em Portugal. Parecia que eu lia Fernando Pessoa. Parabéns por este belo momento lírico.
Um abraço. Tenhas uma boa noite.
Costumo ir ver correr o rio da minha aldeia ali para o lado da Barquinha e de Constância...
Vai correndo devagar, empurrado por tágides, nereidas e outras ninfas!
Até eu, às vezes, lhe toco ao de leve com as mãos para o ajudar a chegar mais depressa ao seu destino!
Abraço
Lindíssimos versos...Sempre bom ler! beijos,chica
Na verdade
Bjs
Que não se calem estas vozes!
Beijinho
as Tágides fazem pela vida - tranvestem-se no Bairro Alto...
(um pouco ácido, desculpa)
apreciei o poema - muito belo.
beijo
Gostei do poema e da imagem escolhida.
Um beijo
este segundo terceto é primoroso
beijo
Belíssimo. :)
Os dias também são feitos de secura...
Beijo :)
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