terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Vozes...


imagem net s/ ind. de autoria


Não chove, hoje. Ontem também não choveu  
e, por isso, o rio da tua aldeia corre devagar.
Como é escasso o rio da tua aldeia!

Ó tágides que o Tejo trocastes
pelo lodo do Este que agora habitais,
onde estais que o estro e o canto ao poeta negais?

À sua sorte o entregais sem ânimo nem mestria.
Como almejar na vossa agrestia,
sinais de grandeza se, menores que o vosso tamanho,
não se vos vislumbra amanho para serdes Poesia?



15 comentários:

Anónimo disse...

Lidia,

Tão bonito!

Obrigada por partilhar .

Beijinhos

Ana

JP disse...

E os rios continuam a correr devagar.....

Nem as tágides o inspiram antes de se tornar poesia.

Beijinhos

Rogério G.V. Pereira disse...

tágides e nereidas são irrequietas
e ninguêm lhes adivinha a dimensão...
Se não respondem sob pressão
saiba o poeta pedir
e, quaisquer delas, irão acudir

está escrito

Flor de Jasmim disse...

e os rios necessitam de água para não morrerem.

beijinho e uma flor

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida

Que o poeta nunca cale as palavras e que a poesia seja o rio que transporta o grito.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Dilmar Gomes disse...

Querida amiga Lídia, não conheço teu Portugal, mas ao ler-te me senti em Portugal. Parecia que eu lia Fernando Pessoa. Parabéns por este belo momento lírico.
Um abraço. Tenhas uma boa noite.

Rosa dos Ventos disse...

Costumo ir ver correr o rio da minha aldeia ali para o lado da Barquinha e de Constância...
Vai correndo devagar, empurrado por tágides, nereidas e outras ninfas!
Até eu, às vezes, lhe toco ao de leve com as mãos para o ajudar a chegar mais depressa ao seu destino!

Abraço

chica disse...

Lindíssimos versos...Sempre bom ler! beijos,chica

Mar Arável disse...

Na verdade

Bjs

Sandra Subtil disse...

Que não se calem estas vozes!
Beijinho

Manuel Veiga disse...

as Tágides fazem pela vida - tranvestem-se no Bairro Alto...

(um pouco ácido, desculpa)

apreciei o poema - muito belo.

beijo

Isabel disse...

Gostei do poema e da imagem escolhida.
Um beijo

Unknown disse...

este segundo terceto é primoroso


beijo

ana disse...

Belíssimo. :)

AC disse...

Os dias também são feitos de secura...

Beijo :)