sábado, 11 de maio de 2013

abatimentos





Este é o tempo
em que nenhum mistério 
nos seduz porque todas as coisas
deixaram de o ser intimamente
para se revelarem pele
sem polpa nenhuma.





Imagem: Ekaterine Panikova

22 comentários:

deep disse...

Assim é, Lídia. :(

Um beijo

chica disse...

Como sempre lindo! beijos,lindo fim de semana!chica

Unknown disse...

touché
preciso
incisivo
na veia



beijo

Jorge disse...

Este é o tempo de nervos à flor da pele.
Tempo em que o som das guitarras prende a alma.
Tempo em que os os sonhos se desmoronam quais castelos de cartas, desorientando até a borboleta ao perder o seu apoio.
Bj
J

Branca disse...

Às vezes estou assim, como a imagem e o poema, mas eles, os versos, são sempre belos e o rosto sonhador e perscrutador da mulher não deixa de ser sinónimo de um tempo de pensar para reconstruir...

Um dia tudo será reedificado, ainda que por cima da nossa tristeza...

E a música é belíssima, essa, como a poesia, como a pintura são sempre mistérios sedutores em todos os tempos...

Beijos por este belo momento.

Rogério G.V. Pereira disse...

Abatimentos, são momentos

Sabes?
Há flores e azedas pelas veredas...

Anónimo disse...

O mundo virtual é tão incrível assim ou estamos no mesmo barco e acabamos por sentir o mesmo... sei lá, mas as suas palavras são tudo o que eu queria dizer e não consegui num poema que girava em torno da palavra touchẽ.

Como sempre bom te ler.

Beijo.

Laços e Rendas de Nós disse...

"Este é o tempo", um tempo de abatimentos. Queria-o arrebatado!

Beijo

Laura

Pérola disse...

Este é tempo de mudanças...confunde-nos!

Beijo

ana disse...

Em sintonia com o poema, congratulo-me por ter passado por aqui.
Às vezes a rotina esvazia-nos e o mistério perde o sentido. Precisamos de mistério...
Um beijo. :)

Daniel C.da Silva disse...

Parabéns. UM poema maior...

bjo amigo

Catarina disse...

Necessitamos de nos rodear de um certo mistério.

JP disse...

Bonito Lídia,

E sempre se revelam pele sem polpa nenhuma

Beijinho

Penélope disse...

Sempre em palavras com cortes cirúrgicos, ou seja, extremamente preciso. Adorei tua visita pelo meu cantinho. Um enorme abraço e uma semana cheia de PAZ e realizações...

vieira calado disse...

E aí uma boa maneira poéticas
de retratar esta nossa realidade!
Beijinho!

Mar Arável disse...

Há sempre uma luz

no outro lado do cais

Thuan Carvalho disse...

infeliz modernidade.

Manuel Veiga disse...

meras formas de um Espectáculo caduco...

admirável. teu texto...

Mª João C.Martins disse...


E, entanto, há sempre uma qualquer borboleta no vértice do mundo, cujo movimento sereno e delicado das asas faz com que as pestanas tremulem, e até uma íris mais oca corre o risco de se espantar. Mistério? Claro que não! De muitas outras motivações se move o mundo...

Um beijinho meu

Mateus Medina disse...

No alvo.

Ainda não faz 24 horas que eu conversava sobre o tema (na generalidade) com a minha mulher.

É de lamentar, por todos os ângulos, a banalidade, a futilidade...

Belo poema, como se fosse novidade...

bjos

Emília Simões disse...

Enorme poema! Parabéns pela seu talento. Bj Ailime

Isabel disse...

Tempo triste...

Cabe-nos mudá-lo!
Um beijo