Não sei se sonhava
nunca a vira
cair tão macia
sobre a dureza do dizer ausência.
As árvores estranham-te os passos.
Entreolham-se à tua passagem
agitando nevrálgicas interrogações.
Sem que os passos toquem o solo, tu passas. Flutuas, leve
Entreolham-se à tua passagem
agitando nevrálgicas interrogações.
Sem que os passos toquem o solo, tu passas. Flutuas, leve
como se tudo te
fosse íntimo e profundamente natural.
Não sei se sonhava.
Em avalanche os sentimentos
Metade vigília metade medo
Balança oscilante no mais ínfimo sopro da aragem.
Não perderás a lembrança do meu abraço,
dos sons da casa, do cheiro telúrico deste chão,
do caminho sempre liso do retorno.
Sei-o pelas raízes.
Não sei se sonhava.
Em avalanche os sentimentos
Metade vigília metade medo
Balança oscilante no mais ínfimo sopro da aragem.
Não perderás a lembrança do meu abraço,
dos sons da casa, do cheiro telúrico deste chão,
do caminho sempre liso do retorno.
Sei-o pelas raízes.
Robustecidas à força da distância, as raízes!...

19 comentários:
E só raízes bem fincadas garantem certezas assim.
Bjos!
Um lamento que toca bem fundo.
Gostei muito, Lídia!
Beijo :)
Teu poema faz-me lembrar
o momento
em que elegemos para cumprimento
o gesto de abraçar
Os bracitos do Diogo
ainda não me envolvem todo...
mas ele está crescer
Temo-nos que preparar
As raízes só funcionam se forem desenvolvidos os afectos
Sem lamento(s), as raízes sustêm sempre o (nosso) retorno...
Beijo
Laura
A melancolia do branco pode acalentar o silêncio.
Muito bonito.
Beijo. :)
...branco, suave, mas profundo.
Magnífico poema!
Beijinhos.
Há voos inevitáveis. Mas são as raízes que garantem o regresso e o saber pousar.
Beijo com admiração
Os lamentos não têm côr
são brancos
Bjs
Muito belo, o seu poema!
beijinhos!
Não perdemos nunca nada se as raízes e os afetos são profundos.
Beijo.
as raízes nos são: o chão
beijo
"Robustecidas à força da distância, as raízes!...
Não perderás a lembrança do meu abraço,"
Pungente!
Beijo!
Profundo este lamento, as raízes serão sempre uma esperança de retorno!
Bom fim de semana querida
beijinho e uma flor
Sensibilidade pura, estética e clarividência...
a lucidez também é uma raiz que suporta a árvore existencial!
Poema melancolicamente belo, com a neve cobrindo o solo, mas não evitando a voz saudosa e amante e presente das raízes das árvores.
Muito bonito, Lidia.
bjos
Belas as palavras como a música que as envolve. Magnífico poema. Beijnho. Ailime
É bom ter a certeza de haver um lugar para voltar.
A imagem é muito linda, como sempre. E o brinquedo na janela...
Muito bonito!
Um beijo
Boa semana!
a aguda dor das raizes. na sublimação da seiva - que alimenta.
belíssimo.
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