domingo, 22 de setembro de 2013

marés... vivas

                                                                                                 Rafal Olbinski   


a rede em que se enreda o verso 
não resiste à sede, ao sabor da água
ave, a seiva
desbrava a planície alva,
página nua em espera
sobre a mesa
na tontura surda da hora




                                                                                    

11 comentários:

Unknown disse...

Versos finos.
Trilhas de pensamentos que se cruzam em versos que nos tornam pensativos.

O Puma disse...

Que dizer?

são pássaros azuis

Bjs tantos

Mar Arável disse...

Que dizer?

são pássaros azuis

Bjs

Armando Sena disse...

Bestial, pleno de "sonoridade".
bj

Unknown disse...

este fio que entretece



beijo

Rosa dos Ventos disse...

O verso que se enreda na rede, a rede que se enreda dentro de nós com os seu nós...
Lindo!

Abraço

Emília Simões disse...

Lindo! A sede mitigada pela poesia! Um beijinho Ailime

Graça Sampaio disse...

Enredei-me na tontura dos V das palavras e esqueci-me de reparar no sentido de cada uma.

Depois... tive de voltar a ler tudo.

E achei muito lindo.

Beijo, Lídia

AC disse...

E a espera se fez poema.
Muito belo, Lídia!

Beijo :)

Shaolin disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

na tontura surda a hora

ouça...

Adorei sonoridade e imagens