quinta-feira, 10 de outubro de 2013

hidromel

imagem net s/ind. autorua


a luz nos olhos lavados
debruça-se sobre os campos órfãos
em materna contemplação

as sombras existem 
são abandono correndo em direcção
a um crepúsculo incendiado

qualquer coisa tristemente aguda
aguarda do pulso o fogo o gume 
a cicuta que o meu verso não respira
por natureza inaptidão ou pudor

com a voz povoada de pássaros
como percorrer  tão sinuosos 
e noturnos caminhos?

a Poesia 
água e mel
gota a gota o meu licor 







13 comentários:

Fê blue bird disse...

A poesia bebe-se aqui e sabe tão bem.

beijinho

Manuel Veiga disse...

mãos hábeis - tecendo licores. as tuas.

muito belo

beijo

Rogério G.V. Pereira disse...

Penalizo-me sempre que te perco
Gratifico-me sempre que te acho

Hidromel?
Gosto!

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida

Como sempre fico sem palavras perante a profundidade das tuas palavras. Digo apenas que é sublime.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Flor de Jasmim disse...

Profundo, palavras sentidas que muito ns dizem no presente.

beijinho e uma flor

Unknown disse...

A poesia é algo que nos liberta e que nos aprisiona.
Como defini-la se ela não tem sentimentos...?Ainda assim vamos respirando-a e redescobrindo-a nos olhos lavados...

JP disse...

Os teus versos são os melhores licores e não há cicuta que os pare...

Belo, como sempre

Beijinho

marlene edir severino disse...

Bebo deste mel!
Beijão!

Pérola disse...

O teu Ser!

beijos

Dilmar Gomes disse...

Amiga Lídia, POESIA sabe à pássaro, mel, licor...
Um abraço. Tenhas um lindo fim de semana.

Anónimo disse...

Gostei muito, amiga Lídia. Bji

Unknown disse...

água e mel

caminho doce



beijo

lis disse...

_ mais água que mel Lídia
mais um belo poema.
parabéns