quarta-feira, 24 de agosto de 2016


depois de mil labaredas a consumir
gestos e vozes,
manhã fresca colhida das árvores
sobreviventes.


o rumorejar do trovão ao longe,
lamento magoado de vidas desfolhadas.

3 comentários:

chica disse...

Intenso e lindo! beijos, ótimo dia! chica

Rogério G.V. Pereira disse...

(belo, isto!)

Graça Sampaio disse...

Mais uma vez (e sempre) muito bonito. Muito sentido. Quadro pintado de cinzento cinza.