só
as aves sabem tombar
para
o lado do voo.
a
ordem natural das coisas
é
descer na direção do inverno
como
a luz da estrada
a nascer de setembro.
magnificente.
vulnerável.
vulnerável.
o
coração habituado
a juntar silêncios
bate
fora do ritmo
sob
um amontoado
de
lembranças
jogadas
contra o cansaço.
já
não tardarão as chuvas.
(imagem s/ ind. autoria)

2 comentários:
Depois das vindimas, que não tardem
Que à falta de húmus e bátegas de breves chuvadas
as sementes lançadas,
germinem, não se desperdicem ou estraguem
nada mais abençoado
que um campo viçoso, depois de lavrado
Um olhar muito próprio sobre a vida.
Muito bom, Lídia!
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