sábado, 14 de janeiro de 2017

Pelas ruas...




Perscrutar as ruas da cidade faz-nos falta, ainda que só, de vez em quanto, para não lhe perdermos o sentido do pulsar. Embora o brilho do sol, observado a partir de casa, convidasse ao passeio, o ventinho frio que o atravessava nas ruas, coagia-nos a medir os metros de sol de cada uma delas, antes de a percorrermos. Assim entre a rua do Souto e a de S. Marcos, optamos por esta última, até porque, na Casa dos Crivos, podemos sempre ser surpreendidos por uma ou outra exposição a visitar. E fomos mesmo! Pintura de Luís de Campos, (1913-1982), considerado o artista plástico mais proeminente da história de Braga do século XX, conforme se pode ler no folheto de divulgação.
Nascido em Lisboa, apaixona-se pelo Minho, pela sua paisagem pela espontaneidade e alegria das suas gentes. Fixa-se em Braga a partir de 1950 e não mais a deixa.

           A exposição agora aberta ao público é composta por um conjunto de obras que fazem parte do espólio do Arquivo Municipal e merece bem ser apreciada - Rostos, atividades do quotidiano ligadas ao meio rural, mas também citadino, como é exemplo "As Peixeiras", presença do passado, pelo menos na venda, porta a porta. Não faltam as paisagens, cenas da história da cidade, monumentos, lugares emblemáticos. Gostei sobretudo da expressão dos rostos. São fortes e belas as “moças” do Minho!

Pouca gente pelas ruas, mesmo nas zonas das feirinhas de artesanato ou de “usados/velharias”, onde os vendedores, à sombra e “às moscas”, tiritam de frio. Na bancada dos livros, a rapariga começava já a arrumar. Paro sempre onde há livros, demoro-me sempre onde há livros, velhos ou novos. Reparo em Jonathan Swift, uma edição de 1969 com tradução de António Medina (lindíssima), em muito bom estado.
Quanto custa?
25 cêntimos.
Como?
         25 cêntimos.
Escolhi mais alguns: “Retalhos deste povo” de Alexandre Parafita; uma antologia de contos, lendas e narrativas de Luís Amaro de Oliveira; uma edição, a 4ª, da Editorial Presença de “Um amor feliz” David Mourão-Ferreira.
Quanto devo?
1 euro.
“Marralhei” em nome do meu respeito pelos livros.
5, no mínimo.

 











Sorriu. Negócio fechado!





1 comentário:

Rogério G.V. Pereira disse...

Ó minha querida amiga
acaba de adquirir enorme fortuna

sabe você
quanto vale cada acção do BCP?
Menos que um livro,
vê?