(imagem - pesquisa google s/. ind, autoria)
quando
ao fim da tarde a casa tornavas
era
em sombrios estremecimentos
que
atravessavas a velha cangosta
a
fúria do vento pelas costas
a
chuva gelando surdos lamentos.
o
peso dos livros que não pesavam
a
noite a cair a passo ligeiro
de
longe já pressentias o cheiro
das
roupas secas que esperavam
em mãos amorosas que amimavam.
a
ceia servida, os medos contidos
e
era de novo o abrir dos livros
até
que o sono quebrasse a vontade
e
os sonhos fossem enfim liberdade.

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