terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Tempos que foram


 (imagem - pesquisa google s/. ind, autoria)

quando ao fim da tarde a casa tornavas
era em sombrios estremecimentos
que atravessavas a velha cangosta
a fúria do vento pelas costas
a chuva gelando surdos lamentos.

o peso dos livros que não pesavam
a noite a cair a passo ligeiro
de longe já pressentias o cheiro
das roupas secas que esperavam
em mãos amorosas que amimavam.

a ceia servida, os medos contidos
e era de novo o abrir dos livros
até que o sono quebrasse a vontade
e os sonhos fossem enfim liberdade.




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