Egon Schiele.
Um
súbito apelo de água,
anémico,
percetível
apenas no sulco
irregular
da respiração.
Ficar
aqui em silêncio,
de
mim própria despojada,
pedra
exótica comovida
pela
imprecisão da hera
no momento de abraçar.
De
que astro a voz desse poema?
De
que fogueira o frio no peito?
luzência que se lança para fora
fio de luz condenado a perecer
humildemente na fonte
do
fingimento.
Por isso as olheiras fundas,
o
quebranto dos membros
o
estafado brado tiritante
do
vidro a quebrar-se…
a
quebrar-se continuamente
contra o canto submerso do instinto.

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