o pior é duvidar de quase
tudo
é ter por azul a liberdade
e saber-lhe das asas os limites.
músculo ou mapa difuso?
[azul sem viveza, a liberdade]
o pior é não saber onde
param
as certezas que eram.
é não saber do poster do Che
no meu quarto de adolescente
ao lado do rosto pintado
de David Bowie,
os olhos no meio de duas manchas
desmaiadas de tinta
negra,
for here am I sitting a tin can
far above the world
planet Earth is blue and there’s
nothing I can do.
o pior de tudo é não saber
o que fazem os heróis
sentados
em cima de latas, fora do
mundo,
depois da demanda dos
deuses
enquanto, desprotegidos,
nos desvanecemos.
enquanto, desprotegidos,
nos desvanecemos.

1 comentário:
E quantas são as dúvidas e incertezas que nos assaltam a alma.
Belíssimo poema
Beijinhos
Maria
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