Esse
bicho de estimação a tropeçar
nas
paredes oscilantes do poema,
um
exímio inibidor de silêncios,
alimento
da fala
que
a cinza dos olhos difunde.
E
vejo agora pelas lentes
alucinadas
dos loucos
e
pela seiva abrupta dos dedos
a
precária claridade que cinzela os dias.
Nem
balas nem flores. De resto
água
pouca para lavar a poeira.
É
noite agora. Aqui estou eu,
o
rosto esquecido contar o vidro
a
anos-luz de ti e de mim.
Atravesso
os ecos da tua voz
onde
os relógios param sempre
à
hora interdita dos barcos
encalhados
nos confins do olhar.

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