imagem:Francis Picabia (Dadaismo)
Há dias que não saio de casa, nem para pouco
nem para muito nem para nada. Se
soubesses a confusão que vai aqui no meu canto. Há bocado, quando limpava as
asas de uma andorinha num pedaço de céu abandonado em cima da mesa, deparei com
umas palavras novas atrás de uma porta nunca aberta. Fiquei admirada…
e contente. Peguei nelas, soprei-lhes
com cuidado para lhes avivar as cores e tentei o verso, mas o silêncio gritou,
tapando os ouvidos em desespero.
Assustou-se com o barulho de um ponto final que, desastrada, deixei
cair.
Quando
chegares vou pedir-te que me ajudes a pôr ordem nisto tudo. As saudades que
tenho de passear sossegada pelo timbre da tua voz.

1 comentário:
Oi Lídia
Primeiramente,minhas desculpas por nao ter pedido autorização para postar seu poema.De verdade já tinha-o guardado com muita admiração para fazer o pedido .Estive afastada dos blog's uma temporada maior que a normal e seu blog estava sem acesso a comentários. Qdo voltei não o localizei mais e essa postagem estava já preparada_as vezes programo.Enfim, desnecessário justificar, pois os poetas quando fazem seus poemas,lança-os para seus leitores e admiradores. E, eu amo tudo que leio aqui.Obrigada pela generosidade em gostar da postagem.
Sobre o seu 'ponto final' lembro de outro poeta querido que disse que cada ponto final abre espaço pra uma nova frase Que assim seja!
Um grande abraço e todo meu carinho.
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