hoje não estou para ninguém
fui embora.
nenhum poema me detém,nenhuma musa me demora.
já não estou aqui. faz tempo que parti.
deixo a porta entreaberta se quiser entrar
mas, se pensa esperar,
saiba que não tenho hora de regressar.
pegue num romance se lhe for longo, o tempo.
estão na estante do corredor, mas
respeite o ordenamento, por favor
não misture os de guerra com os de amor.
livros de poesia não lhe aconselho
a menos que saiba lê-los em espelho
ou que… enfim
seja consigo
minimamente verdadeiro.
há vinhos na garrafeira,
no frigorífico, um pouco de queijo, cerveja
e tremoços numa taceira.
sirva-se, não se iniba, esteja à vontade...
Fique bem,
eu é que não estou p’ra ninguém.
se não tiver pachorra para esperar
apague a luz e feche a porta,
se não se importa.
fui embora.
devo demorar.
estão na estante do corredor, mas
respeite o ordenamento, por favor
não misture os de guerra com os de amor.
livros de poesia não lhe aconselho
a menos que saiba lê-los em espelho
ou que… enfim
seja consigo
minimamente verdadeiro.
há vinhos na garrafeira,
no frigorífico, um pouco de queijo, cerveja
e tremoços numa taceira.
sirva-se, não se iniba, esteja à vontade...
Fique bem,
eu é que não estou p’ra ninguém.
se não tiver pachorra para esperar
apague a luz e feche a porta,
se não se importa.
fui embora.
devo demorar.
(pintura: Vincent Giarrano)
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