terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Ainda estou aqui




hoje estás diferente! lindo,
o teu rosto de velhinha-menina.
hoje é como se não tivesses medo,
outra vez. e soubesses
o quanto me assusta a  tua insegurança, 
o teu pavor de cair
como se eu fosse largar-te a mão!
o meu nome na tua voz
é hoje apenas o meu nome na tua voz
um trilado leve, quase primaveril.
e as minhas mãos, mãe, firmes de novo, vê…
é que, às vezes, ainda creio em milagres.
basta-me um sopro da tua serenidade.


(imagem Google) 


 

2 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

Estar é uma (bela)forma de ser
Há quem, sendo, nunca está
Há quem, estando, jamais é

Estar e ser...
Há sempre
o momento, o tempo
em que estando
somos
e caso não
seremos julgados por isso

chica disse...

Muito lindo esse apoio, essa mão firme ao lado! beijos, chica