(imagem: pesquisa s/ ind. autoria)
não se pode levar à boca
esta luz dolente
entornada por mãos torpes de janeiro.
não a bebas. fecha os olhos.
é triste
mesmo quando não chora.
espera até que uma andorinha
ou um poema atravesse o quintal
e desperte cintilações
sobre as flores ainda por nascer.
sobre as flores ainda por nascer.
por enquanto não digas medo
nem pedra nem sombra,
nem pedra nem sombra,
não digas!
deixa que a palavra seja
o refúgio breve de um sol
que há de ser.

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