Queria um
poema feliz,
pequenino
redondinho
como um
casulo
ou um ninho
de existência nenhuma
ainda que original
como o canto
da sereia
que à noite
se alteia
no mar que é meu
quintal.
Que uma enxada ou caneta
lhe desbastasse os
veios
até que só restasse
a baça
silhueta
de uma
borboleta preta
em interditos volteios. Queria um poema assim
que não
doesse ao nascer,
um poema sem
mim.
Estou farta
de me ver.
(imagem: pesquisa google s/ ind, autoria)
