domingo, 18 de fevereiro de 2018

Outra vez...

Lá por finais do outono, quando os primeiros sinais de inverno se fazem notar lá fora, costumo recolher os duendes das floreiras e deixá-los a hibernar, aconchegados na sua casinha de cartão  que antes fora caixa de sapatos. Mas, no outono passado, essa ação preventiva falhou, talvez por que o inverno não veio determinado como habitualmente. Foi chegando devagarinho, tão hesitante e pouco convincente que me esqueci de BrancaNevar e negligenciei-os, completamente.
Não são vingativos, os anõezinhos. Hoje reparei que, apesar das cores anémicas que tomaram conta deles, continuam a cuidar das plantas, agora que, reformados, deixaram as minas. Com dois dias de sol e as temperaturas um pouco mais amenas, decretaram aberta a época dos milagres. E, de repente, tudo na Natureza nega a rendição e o decesso. Por terra, os intentos do inverno, outra vez.
Outra vez, como se a primeira vez, o deslumbramento, o mistério…