sexta-feira, 22 de junho de 2018

Não me chames que não vou


 (imagem s/ ind. autoria)

Não me chames que não vou
Entrar contigo na dança
O nosso tempo “já era”
E só de pensar me cansa

Se fores ao baile, à noitinha
Não passes ao pé do rio
Não vá o santo tecê-las
E o calor virar frio

Levo comigo o martelo
À falta de coisa melhor
E se te vejo com ela
Põe-te à cautela, ó amor

Ainda a música salta
Do malho desafinado
E até S. Joãozinho
Se põe em fuga, apressado

Melhor ficar à janela
A ver a rusga passar
Com a lua por vizinha
E tuas loas ao luar


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