Chamar-lhe-ia
poeta,
se
pelo menos o próprio
acreditasse
no que diz.
Tanta palavra vazia
Tanto rolo, tanto enredo
É o que faz dar ouvidos
A uma dor de cotovelo.
Eu assisto e sinto dó
vendo a pobre poesia
Ser lugar de serventia,
Em triste forrobodó.
Todavia é dezembro
E não tenho a pretensão
De azedar as rabanadas
Desejo a todos, [mais um]
Festas mui “abensonhadas”
Pela Estrela de Natal.
Que o poema regresse
Ao seu leito original
E se deixe de manias
Arrelias... tal e tal.
Não será esse por certo.
seu designo natural.
Lídia Borges, (À boca de cena)
