Há quanto tempo não escrevo:
desabrochando?
O movimento solar
do verbo envolve-me,
abraço quente.
De súbito, começam a desabrochar
rosas, rosas de todas as cores,
violetas, camélias, margaridas
e o teu sorriso amplo pela casa
no meu peito.
Perguntas do equinócio de inverno,
da chuva impiedosa que cai.
Ora, orvalho, somente. Mais nada.
Um anjo caminha pelo seu pé
entre as flores.
E o céu... desabrochando.
Sim, azul, azul...
Desabrochando, tão cheio de paz.
BOAS
FESTAS, a todos quantos por aqui passam!
Lídia Borges
Imagem: (foto minha, hoje, fazendo desabrochar o Natal, cá em casa.)
