sábado, 21 de dezembro de 2019

Desabrochando



Há quanto tempo não escrevo:
desabrochando?

O movimento solar 
do verbo envolve-me,
abraço quente. 

De súbito, começam a desabrochar
rosas, rosas de todas as cores,
violetas, camélias, margaridas
e o teu sorriso amplo pela casa
no meu peito.

Perguntas do equinócio de inverno,
da chuva impiedosa que cai.
Ora, orvalho, somente. Mais nada.

Um anjo caminha pelo seu pé
entre as flores. 
E o céu... desabrochando.
Sim, azul, azul...
Desabrochando, tão cheio de paz.



BOAS FESTAS, a todos quantos por aqui passam!

Lídia Borges

Imagem: (foto minha, hoje, fazendo desabrochar o Natal, cá em casa.)