Quando despertou
vogava-lhe o corpo
por cima do mar.
Inaudito hausto de liberdade
com raiz de ar
bebido sem limites nem receio.
Porém, sob a aura da sensação
subia a escuridão
de um campo novo de centeio.
Pudesse propagar-se a luz,
o fulgor desse planar
até o DIA se alagar de paz,
de música e POESIA.
Lídia Borges
