O Triunfo da Morte (1562), Pieter Bruegel, o Velho
Quando,
cedo demais para a
palavra
tarde demais para o
silêncio,
o poema é fumo e turbulência
sem sentido nem
destino,
é que sei melhor intuir
os alfabetos da vida e
da morte
É quando escuto o espanto dos vivos
entre flores e
máscaras.
É quando escuto,
dulcíssima,
a voz dos mortos,
ao longe.
Lídia Borges
