domingo, 25 de julho de 2021

Diário de bordo (VII)

 


Do aeroporto para a Feira do Livro, com umas horitas de permeio para pousar as malas e enganar cansaços. Não estava muito convencida de poder responder positivamente a este compromisso, (sujeito a cancelamento, a meu pedido, desde o primeiro momento), de apresentar o Que farei com este azul que me beija na Feira do Livro, em Braga. As circunstâncias que poderiam evitar a minha presença, conjugaram-se de modo a permitir este encontro (emotivo, diga-se de passagem) com amigos e leitores nesta que é a primeira apresentação presencial deste meu trabalho. Emotivo por poder rever os amigos, certos alguns, outros inesperados e, contudo, ali estavam para me acompanharem, mais uma vez nestas coisas das Letras que me ocupam. Emotivo, (embora outro tipo de emotividade), por dar de caras, ainda, com a grande preocupação e rigor na aplicação das regras Covid, por parte da organização do evento, quando, nos últimos tempos, pude voltar a viver, sem a ameaça permanente do vírus, alheada de notícias, do ruído estrondoso dos números, de comportamentos defensivos. É que o lugar de onde vim é uma espécie de aldeia do Amieiro, transladada para outro canto do mundo - infetados: zero. Com a vantagem de não haver vestígios de fumeiros!


Emotivo também por ter sido levada, pela mão e pela palavra da poeta e amiga Maria Isabel Fidalgo, a revisitar as páginas deste Azul, quando delas já me fazia distante. Uma abordagem competente, cuidada e sensível, aqui e ali, tocada pela amizade que nos une, como é inevitável.

 

Deixo o meu agradecimento à Organização da Feira do Livro, em Braga, à sempre presente Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, ao Grupo Editorial Poética, na pessoa de Virgínia do Carmo e, obviamente, à Maria Isabel pela excelente apresentação e ao António Fidalgo que na sua função de diseur, empresta aos meus textos uma solenidade e um aprofundamento do sentido que sempre me surpreendem.

A todos os que quiseram falar-me de carinho, de interesse e de respeito pela poesia, através a sua presença, nestes tempos difíceis de indiferença e afastamento, deixo o meu maior agradecimento!

Lídia Borges

 

 

Lídia Borges