Ah, pobres pensamentos descalços
subindo às
cegas a manhã.
Pisam com
pezinhos de lã
a crosta de raízes constantes.
Fixam o ponto
de luz
que lhes quebra os credos
pela cintura
mas não alcançam transferi-los
para outros invernos.
Esfregam os
olhos sonolentos
ou deslumbrados.
Pudessem inaugurar
a nomeação dos pássaros sedentos
que lhes troam aos ouvidos.
Lídia Borges