(Do tempo em que eu escrevia em minúsculas, vá-se lá saber porquê. Foi uma "moda" que passou, pelo menos para mim.)
sob a névoa de março
a ternura das andorinhas
regressadas
tantas vezes desfolhadas.
o êxtase das mimosas em flor
as pegadas do perfume
nos vasos de cravinas
e o aroma fresco dos morangos
dos limões das tangerinas.
sob a névoa de março
uma alegria secreta
a seiva que germina na palavra
segredada aos sentidos despertos
do poeta.
Lídia Borges (2014)
imagem: Elena Samarskaya
