segunda-feira, 3 de maio de 2010

Um poema por uma rosa!


Foi na EB 2/3 de Nogueira, em Braga numa iniciativa integrada na Semana da Leitura.
Pediram-me que levasse um poema.
Numa sala repleta de jovens, foi espontâneo o silêncio que se fez para que o poema entrasse. E ele entrou, desligou-se da voz e fluiu pelo espaço, abordando cada um, como uma aragem fresca, em tarde quente de Verão.
Deixei o poema, trouxe uma rosa na mão e na alma a certeza de que a poesia é eterna porque sempre haverá quem se deixe enlear nos seus finos fios de seda.

11 comentários:

Penélope disse...

Amiga, passo para deixar um convite - conheça e venha fazer parte de um novo espaço
Beijinhosss

http://in-percepcoes.blogspot.com

_Sentido!... disse...

Sabes Lídia, quando estou aflita com as palavras lembro-me sempre do que um Amigo me disse, há muito tempo...:
-"os poetas existem para escrever por nós aquilo que não sabemos dizer..."!
Então, o Poeta diz por mim:
-"Hoje roubei todas as rosas dos jardins e cheguei ao pé de ti de mãos vazias."
Por isso deixo-te o meu beijo!

Unknown disse...

Gostaria que nos mostrasse essa poesia declamada na aula.
Basta que transcreva o poema

angela disse...

Sim eterna e que bom quando elas nos toca com seus fios de seda. Lindo texto
beijos

Graça Pereira disse...

A rosa exige uma intimidade com a Poesia... e vice versa...para os poetas, uma rosa, é um verso de um poema de amor.
Beijo
Graça

Anónimo disse...

Lídia!
Imagino a emoção de estender a tua voz, a tua poesia ao coração de cada um destes jovens.

Pensar em uma rosa na pura ausência, no amplo vazio.
Uma só pétala sugere tanto sentimento, toda uma história tal qual a poesia...

Um beijo

Paula Barros disse...

É impressionante o poder da poesia. Ela toca profundo.

abraço

Unknown disse...

Querida amiga, obrigado pela suavidade das tuas palavras.
Nestas trocas que nos movem ao som de letras dispersas posso dizer-te que o teu poema é uma maravilha.
Não resisto em colá-lo aqui onde é o seu lugar, para que quem passa receba e perceba o perfume da rosa.
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Natureza viva

Era uma manhã de pássaros!
Choviam raios de sol que inundavam
a Terra de uma claridade luminosa.

A criança descalça, em biquinhos de pés,
abriu a porta de brisa
e correu solta, pelo verde macio do chão.

Som, luz, cor e inocência fizeram
uma dança de roda.

O pintor, de mãos vazias
pintou um quadro sem som
e o poeta arrebatado,
escreveu um poema sem cor!...

Lídia Borges

Juliana Matos. disse...

'Uma rosa na mão e na alma uma certeza'

Perfeição em palavras, traz calmaria e bem!

Um beijo da Ju, obrigada minha amiga pela presença e carinho sempre!

Graça disse...

E são esses momentos, em que todos se calam, para ouvir a beleza das palavras, que me alimentam todos os dias. Como gostei deste teu momento, querida Lídia!

Um beijo de carinho.

Daniel Hiver disse...

que coisa extraordinária. Queria fazer parte disso. Nem tanto pela Rosa. Mas pela experiência em si de pronunciar as silabas de um poema saído das minhas profundezas.