sexta-feira, 18 de junho de 2010


O dia de hoje trouxe-me um “não sei o quê” de pungente que me inunda.
Um espécie de “não querer” de não me querer quem sou.
De não querer o sol a magoar-me os olhos para que eu veja, como se a sua claridade me não cegasse.
De não querer este sentir a ficar, a insistir, a circular-me livremente nas veias, do pensamento insano à razão palpável na aragem da tarde, do coração enfermo à robustez destas paredes surdas que não me protegem.
O dia, hoje, trouxe-me um não querer nada!
Ou um querer, perdidamente, o Nada. Porque quando fico assim, só preciso de me estender, quieta, à sombra de uma árvore… Sem ouvir, sem ver, sem sentir.

20 comentários:

Deia disse...

Há dias que sentimos assim mesmo. O próprio som pulsante das veias nos incomoda. Queremos o silêncio e as horas escuras. Mas a vida é insistente, derruba a porta, força a sua entrada. Nos resta aceitá-la e, obedientes, seguirmos a jornada. Lindas linhas, amiga Lídia. Um beijo, Deia

MariaIvone disse...

Há dias assim!
Não importa, outros virão em que queremos tudo com a mesma intensidade do não querer.
Bonita a sua forma de dizer.
Bj

Joaquim do Carmo disse...

"... Sem ouvir, sem ver, sem sentir... " mas, apesar de tudo, sendo! (esse NADA tão importante...!?)
Beijinho

Luiza Maciel Nogueira disse...

As vezes sem ser, somos.

bjs.

Valquíria Calado disse...

Olá amiga Lidia, assim ficamos em estado de estagnação quando queremos nos colocar em ordem, os pensamentos de paz, é tudo que precisamos... e quando passa nossa casa interior esta em ordem. beijos e sucesso em casa. beijos.

Unknown disse...

Bom dia

Um tema para despertar nesta madrugada, "porque temos dias assim"
E porque não esperar que o silêncio desse descanso no tempo nos dê a resposta....?
Haverá madrugadas melhores que nos marcam pela diferença positiva.

Maria Rodrigues disse...

Querida amiga, deixei um selinho no meu cantinho para si está em:

http://algarve-saibamais.blogspot.com/2010/06/premio-da-amiga-rita.html

O seu blog é super especial e merece esta pequena atenção. Espero que goste.
Bjs do tamanho do infinito
Maria

Graça Pereira disse...

Que o teu desejo se confunda com o vagar das nuvens...
Beijo
Graça

ValeriaC disse...

Lidia querida...tem dias que são assim...precisamos ficar quietinhas em algum cantinho, para tentar preencher esta sensação de nada querer...mas daqui a pouco, a vida que não pára...nos leva de volta a querer encher cada espacinho de vida com Amor...e então, voltamos a sorrir outra vez...

Beijos pra ti...
Valéria

Anónimo disse...

E nesses dias vem a claridade! E a demora parece ser eterna e queremos ficar assim neste enredo!
Beijos na alma

Rosa dos Ventos disse...

Pois eu vivo com um nó na garganta a desejar aquilo que tanto tarda em chegar para tudo voltar ao normal!

Abraço

Lilá(s) disse...

A sorte é que os dias nem sempre são assim...
Bjs

José Doutel Coroado disse...

Será do solstício do Verão que se aproxima a passos largos?
abs

Cristina Fernandes disse...

Na circulação das palavras há um espaço para a pausa, que devolve o movimento... certo!
Um beijo
Chris

Carmo disse...

Há dias assim é a inconstância do ser Humano, são as antíteses que nos assolam.

Bom fim de semana

Beijinhos

Mª João C.Martins disse...

Tantos dias assim, Lídia... tantos!
E saber de onde vêm? E porque chegam assim tão possessivos, a circularem-se livres nas nossas veias?
Vêm, vão e voltam, como se fossem ondas e nós, pequenas conchas apenas, perdidas na areia à espera de sol.

Beijinhos e bom fim de semana

Alma Mateos Taborda disse...

Son esos días en que nos sentimos deprimidos pero pasan y vuelve a brillar el sol y la alegría, por suerte.Muy buena entrada. Felicitaciones y arriba el ánimo!! Abrazos

AC disse...

Senti as palavras como minhas.
Há mesmo dias assim, em que tudo fica em causa na cómoda das nossas convicções.
Beijo.

luís filipe pereira disse...

Belo o texto, em seu registo disfórico, de viragem para dentro, instrospectivo pois, em que a vontade fica suspensa, como que entre parêntesia, para se regenerar e aparecer reabilitada e pujante, quando o refúgio apaziguador da "sombra da árvore", em seu movimento vertical, possa, de novo, elevar o olhar desejante para os ramos verdes e frondosos.
grato pela partilha,
luís filipe pereira

Gabriela Rocha Martins disse...

ser em pleno inserida no NADA


amei ( e releio )




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um beijo