quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Das mágoas...

Hoje
deixa que o dia se esgote
completamente
e fecha-lhe a porta
devagarinho

Assim os medos
com asas de negrume
não poderão entrar
nos teus sonhos
para os confundir
e estilhaçar
com a fúria e malvadez
nos seus olhos de morcego


Lídia Borges

34 comentários:

Anónimo disse...

Deixei a emoção invadir-me neste poema...

Tem dias que hora por hora
parece cair do céu o ácido...
Melhor fechar a porta e encontrar no avesso da noite a paz nos sonhos "afastando os medos".

Um beijo

Anónimo disse...

Que a vasta noite segue assim com a doce paz, silêncio de mim!

Joaquim do Carmo disse...

Dias assim, semeados de medos, não podem, mesmo, entrar pelo escuro, fantasmas nos sonhos!
E sorrirão, calmas e sorridentes, outras madrugadas!
Beijinho

Deia disse...

Gostei desse tratado: esperar o dia terminar, até seu último minuto e assim que acabar fechar a porta, evitando assim que os maus sentimentos ocupem o lugar antes preenchido pela luz! Um beijo, Deia
PS: recebi seu email, amanhã já lhe respondo!!

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida
um belo e sensível poema, adorei.

Beijinhos com carinho
Sonhadora

Anna disse...

É isso mesmo Lídia, há dias que não merecem mesmo entrar connosco pela noite dentro...
Estou aqui, sempre aqui, onde tu me possas encontrar.

Beijo, amiga :)

MariaIvone disse...

Tem dias aos quais seria bom poder fechar a porta, como salvaguarda da tranquilidade das noites.
Que bem que o disse Lídia. Gostei do "devagarinho" , é de cortar a respiração, quase não respirei para não estragar o momento.

Bjos
MariaIvone

Teté M. Jorge disse...

Os sonhos... o melhor alento para as mágoas perdidas...

Lindo poema, porém triste...

Beijos.

Sônia Brandão disse...

Fechar devagarinho a porta do dia e deixar fora tudo o que é ruim. Só assim a noite será de paz.

bjs

Anónimo disse...

Um quê de doçura selvagem.
Muito bom!

Beijo.

A Palavra Mágica disse...

Lídia,

Mágoas cheias de poesia, mas é bom deixá-las mesmo do lado de fora.

Beijos!
Alcides

Cris França disse...

foi um bom conselho para um dia triste, tomei-o para mim, obrigada. bjs

Unknown disse...

Deixei-me embalar neste poema muito devagarinho e com mil cuidados fechei a porta.

Graça Pereira disse...

Fecha a porta devagarinho
E não contes o teu segredo
Talvez afastes do caminho
O fantasma do teu medo...

Beijo
Graça

Mª João C.Martins disse...

Nos sonhos, resguardamo-nos dos dias e dos medos. Das mágoas tantas que, às vezes, simplesmente nos cegam.

Entendo tão bem a tua poesia, Lídia...

Um abraço apertado

sonho disse...

Que venha a noite...e com ela os mais belos sonhos...:)
Beijo d'anjo

Dilmar Gomes disse...

Oi amiga, gostei muito do simbolismo contido no teu poema
Um abraço brasileiro.

Unknown disse...

olhos de morcego, que visão


beijo

Mona Lisa disse...

Olá

Adorei!

Um poema suave e melancólico.

Bjs.

Agulheta disse...

Devemos fechar a porta aos medos e deixar entrar sempre os sonhos,para nunca despertar fantasmas.
Beijo

AC disse...

E a palavra, de mansinho, com uma ternura quase infantil, vai soprando os medos para para lá do aconchego da casa...

Beijo :)

By Me disse...

UM TEXTO POÉTICO...E A NOITE MESMO POVOADA DE MORCEGOS COM ASAS ESCURAS COMO BRÉU...CONSEGUE SER TERNURENTA...O MEDO CHEGA A SER UM COLO QUASE MATERNO...

BEIJO DIURNO E SEM FANTASMAS

Cristina Fernandes disse...

porque acredito que o sonho vence todos os medos... um belíssimo poema.
Bjs
Chris

Anónimo disse...

Há quem se entriteça ao pensar que o dia fica preso entre duas noites. Mas há quem se alegra pensando...que a noite é um repouso entre dois lindos dias.

(Autor Desconhecido)

Suave e belo amanhecer!Beijos...M@ria

Tato Skin disse...

Adorei a sensibilidade do poema.

Zélia Guardiano disse...

Versos muito lindos!
Adorei!
Aliás, tudo aqui é show!
Virei sempre!
Abraço...

Alberto Oliveira disse...

nos meus sonhos não há medos
são rios de esperançosas mágoas
neles não voam morcegos
tão pouco navegam mágoas.

Alberto Oliveira disse...

nos meus sonhos não há medos
são rios de esperançosas águas
neles não voam morcegos
tão pouco navegam mágoas.


(a quadra anterior não estava correcta... )

GizeldaNog disse...

Ah! Lídia...

Como é que se fecha as portas da alma para deixar esse medo lá fora?

Esse texto é tudo o que a gente gostaria de viver.Sutil ...provocador.Testa a nossa coragem para enfrentar o medo, com medo.

beijos

a d´almeida nunes disse...

Hoje comecei a usar um quarto/sala cá de casa em que tenho à minha frente, através da janela a poente, uma paisagem soberba. Sobre o vale do rio Lis, o horizonte montanhoso já a ficar sob o efeito das sombras da noite, que aí vem, rapidamente.

Vou seguir o teu conselho. Não vou correr o estore, nem sequer as persianas...

Beijo
António

Rogério G.V. Pereira disse...

Tinha aqui deixado
também eu um recado
para afugentar medos
com sedes de vampiro em voo nocturno.
Dos que sugam a morna alma
como se de sangue se tratasse...
Não encontro tal alerta
Será que se sumiu
pela porta ainda entreaberta?

Priscila Rôde disse...

Maravilhoso, Lídia!

Luis Baptista disse...

hoje, preciso de um dia como esse.

Jaime A. disse...

Os medos não podem entrar - nada de mal pode entrar - neste belo poema. Mas todos temos "fantasmas" que este poema tão bem "exorcisa"...