
Já não sei inscrever-te
Nos sinais de luz e fogo
Doem as paisagens desertas
Na orla do olhar
Doem os rumores das flautas
Na folhagem das árvores
Em Setembro
Setembro
Outra vez a distância
E o vento seco a quebrar
Os galhos do sossego
Um voo a nascer
Nas asas da ausência
É tempo de colher
Silêncios maduros
E um desejo de verdes sorrisos
Que nem sei dizer
Enche já o cesto da vindima
Lídia Borges
49 comentários:
Olá Lídia
Adorei!
Senti melancolia, um pouco de mágoa ...
E Setembro chegou...vamo-nos separar...
A foto está LINDA!
Apetece um bago!
Bjs.
E o vento seco a quebrar
Os galhos do sossego
é tempo de colher
silêncios maduros
que bela obra querida! Digna de Pessoa.
bjs
setembro de promessas, sorvedouro
abraço
Ficou-me escrito na carne de tanto que me encontrei neste belissimo poema com sabor a outono a querer ser primavera.
Obrigada
Um beijo
O balanço da colheita, a nostalgia do recomeço...
Lídia, as palavras, ditas assim, dizem tanto...!
Beijo :)
A esperança é que o vento seco pare de soprar, e que venham as flores com suas belezas e essências maravilhosas.
Lindo poema. Condizente com a ilustração das belas uvas vindimadas.
Beijos,
Furtado.
E quanta esperança há, nesses verdes sorrisos!
É hora de colocar a alegria ao peito. É ela a cor que faz da vida uma festa!
Um beijinho, Lídia.
[necessário nascer o dia dentro do dia, renascer a vida noutro mês que se acrescenta ao tempo: consagra-lo pela palavra, toma-lo pela folha, papel de cenário, outra folha de calendário]
um imenso abraço,
Leonardo B.
RÉPLICA
É tempo de colher
palavras maduras
Ver-te desejar verdes sorrisos
ensinar-te a dizer silêncios
e, assim, sem sons adversos
Enchermos o cesto da vindima
seguros de um vinho novo
Olá,
passo para dizer-te que não saberia viver sem os meus amigos.
Para ti, que fazes parte deles, vai o meu carinho e o meu agradecimento em forma de palavras escritas no meu blog. A acompanhá-las há um presente feito especialmente para ti...
Visita o meu Estados de Alma e verás...
Um beijo.
Confesso que ao acabar de ler este belíssimo poema... chorei!
Reenconrei-me nestas doces palavras... Quiçá!!
Beijo
Oi querida, silêncios maduros... fiquei imaginando aqueles que sequer tem tempo de amadurecer - rompem em palavras e rebeldias, quando o mais sábio teria sido calar. Como a Maria Valadas, emocionei-me, muito. Um beijo, Deia
PS: Estou a elaborar nosso Duplix, seu título é gira! rsrs
Como tu começaste bem Setembro!
Obrigada
Abraço
Lindo poema antevendo o outono. As estações marcando a vida a passar. Que venham lindos sorrisos de todas as cores.
beijos
A inscrição é profunda, cansa, até a alma de poeta pede trégua.
Beijos, flor.
Um poema sobre colheita pois setembro em Portugal, trás o outono com seus ventos e frutos, vinhos novos e paisagens lindas. Cá no Brasil, setembro trás a primavera, com floradas e promessas, cores e chuva. Que bom ter encontrado teu blog e poder ler teus belos posts. Te convido a conhecer meu blog e saborear um mousse de chocolate comigo.
Beijoskas.
Seguindo...
há tempos assim... que venham os esperados frutos. beijo, lidia.
Beleza de foto e poema. Desejo de uva, vinho, amor, paisagem verde, silêncio maduro. Lembrança de Eugénio de Andrade, com um travo amargo na boca.
Beijo.
Não resisto a um poema de Eugénio e fico por aqui contemplando-o...
Obrigada
Beijos
Lídia,vim agradecer a sua visita,e encontrei um espaço lindo,tranquilo e que dá vontade de ficar...
Vcs estão no outono,época dos frutos,enquanto aqui no Brasil a primavera começa a dar o "ar da graça".
Amei os versos:
"É tempo de colher
Silêncios maduros".
Boa reflexão!!!
Um abraço e volte quando quiser.
Emília
O poema "Setembro" é de minha autoria, mas confesso que a possível confusão de Brancamar me deixa, superiormente, elogiada.
Não forcei qualquer aproximação, embora o poeta em causa seja o "meu" POETA. :)
Oi, querida poeta! Setembro por aqui é tempo de calor, bom para os cajueiros... depois virão as mangas... e o tempo quente e seco ainda segue um pouco mais... Um cheiro em teu coração.
Lídia
Que bonita forma de descrever o final do Verão e do prenúncio de Outono.
«É tempo de colher silêncios maduros e um desejo de verdes sorrisos enche já o cesto da vindima»
Bjs
MariaIvone
Lídia,
Peço desculpa, mas eu própria fico surpreendida e já não é a primeira vez que a começo a ler e sinto na sua poesia uma grande proximidade com Eugénio de Andrade.
Nâo sei se já estava assinado ontem, grande distração minha, mas mal comecei a ler toda a poesia me remeteu para o nosso querido Eugénio de Andrade. Parabéns, mas é uma verdade que há um apuramento constante na sua escrita.
Beijinhos
Branca
Gosto de Setembro que me trouxe vindimas de tanta coisa...Fui agricultora do sorriso e colhi cestos de um sol aceso...aconteceram canções de amor...o verde do bago maduro colheu os últimos dias de sol...foi um tempo tecido de compreensão com fios de paciência...
Ah! Setembro da sede nunca saciada e um encontro por celebrar...os teus dias têm um sabor diferente...e os olhos bebem devagar!
Beijo
Graça
Setembro...
Ainda sentindo nas costas as caricias do sol de Agosto, Setembro acorda-nos para uma outra realidade! Os ciclos da vida, são inexorávéis!
Mas eu gosto de Setembro!!!
BjO´´ss
AL
Lídia...
que foto é essa?
que texto é esse?
Tempo de colher silêncios maduros...isso é o que eu quero para mim.
Perfeito.
beijos
(...)
E busca o alimento.
Um beijo :)
Boa noite Lídia,
Setembro é só por si já um mês poético e, se lhe juntarmos este lindo poema, então poderemos senti-lo mais dourado e acolhedor.
Deixo um beijinho,
Ana Martins
Ave Sem Asas
...
Lídia,
Saudades das tuas letrinhas.
Abraço.
...
setembro tão chegado ainda a um agosto que já se foi, é o mês de refrescar o corpo e adestrá-lo para tempos de agasalhos. adeus mar, céu azul e viagens sonhadas ou realizadas. e dos amores de verão. passageiros.
OBRIGADA PELO COMENTÁRIO.OPORTUNAMENTE VIREI LER-TE
BEIJO
Tempo de colheitas
Bj
Lidia, um poema que é uma obra de arte.
"Na orla do olhar" - me chamou a atenção.
beijo
Se colhemos é porque, nalgum momento, plantámos. Essa é a recompensa do esforço e da suprema arte de sentir esperança. E merece sorrisos, sem dúvida.
Gostei muito do poema! Bom fim-de-semana.
A ausência que rodeia...as imagens com que construíste o poema são tão fortes e lindas!
Belo Setembro!!!
Um beijo
Lídia,
Belíssimo poema este.
No próximo fim-de-semana vou vindimar.
Beijo
Muitos parabéns.
Está magnífico!!!
Que dizer mais deste Setembro-Outono? Apenas: maravilhoso!
Expressou com perfeição!
Bom início de semana!
=D
setembro ..liberdade..setembro..vida..sempre setembro na alma de quem ama!!
Tristemente Belo!
Parabéns por isso.
Meu beijo terno,
Carinhos da Jady pra tí
E volto à poesia das vindims de sorrisos e da colheita dos silêncios.
Poesia plena dos ares frescos do campo e de maturidade.
Beijos
Branca
E que bem que começa o teu Setembro!
Sabes que por vezes fico a ler os teus poetas ali ao lado, afinal são tb os meus, o teu blogue é lindo, parabéns.
(Eu sou de poucas palavras, hoje resolvi, escrever)
beijinho*
setembro
é um cacho
de esperança
*boa
semana*
regresso aos blogues do meu contentamento ,sequiosa ,e,
não me engano
excelente poema .belíssimo Setembro
.
um beijo
Querida Lídia, sabia que fiquei esperando sua resposta ao email que enviei em 1º de setembro - e, só agora descobri que enviei para um "noreply email address" - rsrs!! Só eu mesma!! Querida, nosso duplix está pronto há muitos dias, e tenho muita vontade de enviá-lo a você para que você aprecie-o e possamos publicá-lo. Caso você possa, por favor encaminhe-me um email de contato para rumoaescrita@gmail.com para que eu possa fazê-lo o quanto antes! Um beijo, Deia.
Olá,
bonito poema sobre as vindimas.
Cumprimentos
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