Os meus olhos são uns olhos. E é com esses olhos uns que eu vejo no mundo escolhos onde outros, com outros olhos, não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores. De tudo o mesmo se diz. Onde uns vêem luto e dores, uns outros descobrem cores do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas onde passa tanta gente, uns vêem pedras pisadas, mas outros gnomos e fadas num halo resplandescente.
Inútil seguir vizinhos, que ser depois ou ser antes. Cada um é seus caminhos. Onde Sancho vê moinhos D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos. Vê gigantes? São gigantes.
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13 comentários:
Todos os poemas de António Gedeão nos fazem pensar e ver um pouco mais alem das simples palavras escritas.
Parece ter sido uma escolha acertada para esta altura de eleições.
Grato pela partilha deste lindíssimo poema.
Continuo a ver gigantes no seu blog tal como vejo na vida...
Continuarei a alimentar essa minha faceta (que potencio sempre que a visito)do mesmo modo que continuarei a lamentar esta minha tendência crescente para assumir o perfil de Sancho Pança ;).
Linda escolha de Gedeão, este poeta tão simples e sensível
Fazia tempo que não vinha por aqui.
Abraços
Lindo poema e uma belíssima escolha. Adorei. Beijos com carinho
olhos a campear, vês o que é visto
beijo
Obrigada pela partilha de um elo poema de Gedeão,aos som de Coimbra e guitarra portuguêsa,que faz a nossa alma acordar de algum adormecimento.
Beijo e boa semana
hermoso poema bellas letras obrigado por compartirlo amiga.. adorei
saludos
linda semana
abracos
Delícia.
Ora aí está: nada melhor que este gracioso poema de António Gedeão para ilustrar o que é ver e olhar e, mais que isso, a diferença entre olhos de ver e olhos de sentir.
Muito bem "apanhado" este poema... :)
Beijinho
João
Olá Lídia
Olhar...ver...sentir...
Parabéns pela escolha e partilha de tão belo poema.
Bjs.
Lídia,
Gedeão tinha o condão de nos elevar e ver a vida de uma outra fórmula.
Ter assim a visão dos outros é ter os sonhos e os passos.
bj
sempre bom ler Gedeão :)
brisas doces para ti*
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