Desfolho versos, folha a folha letra a letra Mal-me-quer, bem-me-quer Bem-me-quer, mal-me-quer Se me queres, mal-te-quero Se te quero, pouco-me-queres Versos assim desfolhados Que poema os há-de querer?
Perguntas-me, poeta: "Versos assim desfolhados Que poema os há-de querer?" Tens a resposta na mão pois nela não ficou um triste, despido e solitário botão? (num poema de se dar, nada deve restar...)
... não é pretensão, é despojo despir-me das escamas de um tempo atingir nuvens em dois saltos sorver mares profundos despetalar um poema e aspirar sua essência ... é assim que os quero, versos desfolhados e despetalados até sua essência se mostrar!
Olá amiga Lídia. Está na altura de eles aparecerem em tudo que é campo. Vamos desfolhar cada pétala procurando o bem. Malmequer será ele sempre. Beijos Victor Gil
" No teu poema existe um verso em branco e sem medida; um corpo que respira um céu aberto, janela debruçada para a vida. No teu poema existe um rio ..."
Um rio que ladeia um prado repleto de mal-me-queres. Um verso em branco, carregado de mensagens. Um corpo que respira um céu aberto, numa janela debruçada para os bem-me-queres.
Na dualidade dos contrários, os versos serão sempre as pétalas com que pintamos a relatividade das coisas, e nelas viajamos para poder cantar, não só os opostos da alma mas todos os caminhos no seu intervalo. A beleza maior, aquela da qual as palavras dos poetas se alimentam, é ter de tudo isso, como tu, uma profunda consciência.
Um grande beijinho, com toda a admiração que sabes que tenho pela tua escrita.
23 comentários:
Perguntas-me, poeta:
"Versos assim desfolhados
Que poema os há-de querer?"
Tens a resposta na mão
pois nela não ficou
um triste,
despido
e solitário botão?
(num poema de se dar, nada deve restar...)
há querencia de verso em cada pétala,
beijo
Em cada folha uma palavra...um cada malmequer um poema...
Beijo d'anjo
...
não é pretensão, é despojo
despir-me das escamas de um tempo
atingir nuvens em dois saltos
sorver mares profundos
despetalar um poema e aspirar sua essência
...
é assim que os quero, versos desfolhados e despetalados até sua essência se mostrar!
beijo.
Quer, com certeza! E mais: o "meu" malmequer sai um dia destes e começa assim:
Malmequer a vida inteira,
bem me quer a pura flor.
Este mal, queira ou não queira,
é, meu bem, um mal menor.
Beijinho
João
Somos assim um constante desfolhar de sentires...
Um beijo
BF
Lídia
Bonito!!! Sabes quando era miuda desfolhava-os mas calhava-me sempre o mal-me-quer na última pétola.
Beijinho
Gosto deste malmequer e dos outros também! :-))
Abraço
Que poema delicioso...quase um retornar à infância.
Beijinho
Desfolhar as folhas de um poema amando-o e reconstruindo-o.
É esta simplicidade de um malmequer que se desfolha e se olha com graciosidade.
De todos os poemas sequioso os digo, por palavras versos como os seus.
Bem-haja, Lídia
Beijinho
Mel
Cara amiga Lídia. Bem-quero continuar lindo teus lindos poemas por muito tempo, se Deus permitir.
Um grande abraço.
Bem te quero...
Beijo.
Olá amiga Lídia.
Está na altura de eles aparecerem em tudo que é campo. Vamos desfolhar cada pétala procurando o bem. Malmequer será ele sempre.
Beijos
Victor Gil
Todos...a formar uma flor..
[]s
Muito belo o que escreve e como escreve.
"Versos assim desfolhados
Que poema os há-de querer? "
Este precisamente que acabou de compor.
Bj.
Ailime
Basta folhear as pétalas
Todos os poemas!
Beijo!
Marlene
" No teu poema existe um verso em branco e sem medida; um corpo que respira um céu aberto, janela debruçada para a vida.
No teu poema existe um rio ..."
Um rio que ladeia um prado repleto de mal-me-queres.
Um verso em branco, carregado de mensagens.
Um corpo que respira um céu aberto, numa janela debruçada para os bem-me-queres.
Sim Lídia, Rafael Castellar tem razão.
TODOS ... A FORMAR UMA FLOR.
Em cada pétala desfolhaste sentimentos...
Bjs.
E o poema vai se fazendo beleza, em versos e folhas, em palavras e pétalas.
beijo
que sejam muitos. que nos toquem muito.
beijos!
Lídia
Na dualidade dos contrários, os versos serão sempre as pétalas com que pintamos a relatividade das coisas, e nelas viajamos para poder cantar, não só os opostos da alma mas todos os caminhos no seu intervalo. A beleza maior, aquela da qual as palavras dos poetas se alimentam, é ter de tudo isso, como tu, uma profunda consciência.
Um grande beijinho, com toda a admiração que sabes que tenho pela tua escrita.
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