
Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
-Temos um talento doloroso e obscuro.
construímos um lugar de silêncio.
De paixão.
Herberto Hélder
16 comentários:
O lugar da poesia.
beijo
o lugar de silêncio que se constrói pela mão da amizade arremessa-me para águas escuras sabendo que à superfície, mais do que o oxigénio, hei-de voltar tocar a luz persistente do farol; todos os dedos dos amigos sabem refulgir.
herberto helder (conjuntamente com al berto) é dos poetas que mais me comovem.
beijinho, lídia!
puxa, que coisa excepcional
beijo
Tenho poucos, mas amo meus amigos! Todos! Cada um com seu charme. São pura poesia...
Beijos,querida, boa semana!
Obrigada pelos versos.
Para que me conheça
apenas lhe digo
fosse meu o génio dele
e jamais confessaria a obscuridade
caso a tivesse
(a paixão tem as sua intimidades...)
:))
Não é a "Poesia Toda", mas como dizia Nizim Hikmet, cito de cor,
Se eu não ardo
se tu não ardes
se nós não ardemos,
quem iluminará as trevas...
Beijinho
João
No silêncio temos liberdade, não há limitações nenhumas. É puro sossego, connosco por companhia.
Muito, muito bom! Obrigada
A preciosidade dos amigos...laços e nós...que perduram ao longo da vida. Beijinhos ;)
Toca-me de uma maneira excepcional...
Bjs
Abissal!
...e não menos belo!
É isso aí.
Bjs
Cara Lídia
A bela expressão de Saramago é do livro "O Ano da Morte de Ricardo Reis". Já o citei aqui, em tempos, quando andei procurando pela minha identidade...
Cara amiga Lídia, muito bom o poema do Hélder.
Um grande abraço e uma boa semara para ti.
Lídia
Sou uma pessoa que tenho imensos conhecidos muito carinhosos e por quem eu tenho um grande carinho, mas verdadeiros amigos é algo raro por isso tenho poucos que adoro e faria o que fosse possivel por eles. Lindo poema do Hélder.
Beijinho
Herberto Hélder é fantástico. Um texto dele enriquece qualquer página e, aqui, onde a amizade se prende às letras e se compõe essencialmente pela virtualidade, esse poema cai como um luva.
Beijo.
Um brinde aos amigos
Um beijo
BF
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