sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ilusão

                                                                                                     Pintura: J. Woitzik

 Era uma vez um banco de jardim
Onde o tempo se sentava
À espera de envelhecer

Era uma vez um candeeiro
Que ao entardecer se acendia
Mesmo no alto da página
Onde tudo acontecia

Lá para os lados do vento
Um papagaio se erguia
Guiado por uma criança 
Que não permanecia

Era a hora do sonho-posto
Quando a luz se esbatia
E a noite se fechava
no final de mais um dia

Oh! prados mansos da ilusão
Verdes que eram
Pardos que são

33 comentários:

Anónimo disse...

Os tempos de outrora. Tudo que era tão verde, o tempo foi levando o vigor.
Abraços Lídia, teus versos tão gostosos de ler.

deep disse...

Tudo tão bonito, Lídia... as palavras, a música, a imagem.

Beijo

Ferreira, M.S. disse...

Cara Lídia Borges,
Muito, muito bonito!
Parabéns!
um abraço

Luna disse...

por vezes é a ilusão a fantasia que nos faz lutar pela vida
beijitos

Rosa dos Ventos disse...

Fiquei encantada!

Abraço

chica disse...

Pra ouvir, ler e sonhar.LINDO! beijos,chica

Lilá(s) disse...

Esta poesia está cheia de magia!!inspiração pura! uma beleza muito profunda, muito própria.
Bjs

Mona Lisa disse...

Era uma vez um banco de jardim
Onde o tempo se sentava
À espera de envelhecer ...

A ilusão da vida...

Belíssimo.

Bjs.

Graça disse...

Tão lindo, Lídia. "Era a hora do sonho-posto" é uma imagem bela, como única esta tua forma de dizer... 'prados de ilusão/ pardos que são'.

Beijo e bom fim de semana.

Rogério G.V. Pereira disse...

Acho
Penso
Que J. Woitzik
pintou o quadro
à medida do poema
Juntos, são mais que dois exemplos de uma beleza que só o acto verdadeiramente criativo é capaz de fazer acontecer.
(e este piano, em fundo, faz o resto...)

Sempre disse...

Um momento de pura magia. As ilusões fazem parte da viagem da vida, estalar os dedos será acordar??Beijinhos com carinho ;)

OceanoAzul.Sonhos disse...

Nesta ilusão, sonhamos...
Lindo poema!
beijinho
oa.s

Jorge disse...

"Até porque há tempo para tudo. Até para ouvir este magnífico trecho de piano.
Bj
J

Mr.Orange disse...

É difícil continuar a ser criança na terra dos sonhos postos. Ótimo texto!
Atenciosamente.
Adriano MB.

. intemporal . disse...

.

.

. era uma vez uma tarde de agosto . e a gosto o ventre fora veio e seio costo . porque aposto que a saudade é por ora a alma e o rosto . da palavra aqui rare.feita rente à "hora do sonho-posto" .

.

. um bom fim.de.semana .

.

. um beijo meu .

.

.

Graça Pires disse...

Um magnífico poema cheio de emoção em que as palavras e os silêncios se entrecruzam na hora do sonho posto...
Um beijo.

Anónimo disse...

Sem os prados de ilusão, nunca um banco de jardim daria assento ao tempo.

Belo momento!

Bjos

P. P. disse...

Bela!

Teté M. Jorge disse...

Quanta magia em seus versos!
E que imagem encantadora...

Um beijo afetuoso.

Branca disse...

Lídia,

Sempre deslumbrante a tua poesia.
Para quando a poderemos transportar em livro?
Será que ando pouco atenta e ele já anda por aí?
Fiquei feliz por me parecer que nos vamos conhecer breve, pelo que te li há pouco no espaço da Maria João.

Beijos, até lá.
Branca

Evanir disse...

Searas De Versos..
Estou diante de uma Seara de Amor.
Magia,Amor e um infinito jardim de poemas
nos levando a sonhar pelo menos mais uma vez.
Linda seja sua noite.
E abençoado seja seu Domingo.
beijos e beijos meus,Evanir.
Querido Amigo.
Obrigada pelo seu carinho.
Um beijo seu hoje foi muito importante para mim.
Estou passando por momentos dificeis amigo
estou me sentindo sem chão .
Espero que tudo termine bem
estou me sentindo sem chão.
Um feliz Domingo.
Um beijo no coração,Evanir.

www.aviagem1.blogspot.com

dade amorim disse...

Lindo poema, que junto a essa imagem faz uma unidade poética irresistível.

Beijos, Lídia.

BF disse...

Lindíssimo poema. Todos sonhámos já um dia num banco de jardim.

Beijo

BF

Anónimo disse...

Olá seu blog é mesmo lindo..que bom que encontrei!
Será um alegria sua visita


Shalom


http://nairmorbeck.blogspot.com/

Naty disse...

Um amigo verdadeiro é alguém que chega quando todos os demais se vão, e se fica quando todos os demais desapareceram. Graças por ser meu amigo.
Uma boa semana
Bjs com carinho

tulipa disse...

Aqui estou, mais uma vez, abrindo o meu coração para os amigos e convido-te a veres o meu último post nos "Momentos Perfeitos":

ONTEM...SÓ ONTEM
Aliás, queria que muitos mais dias da minha vida fossem como ontem.
Queria que muitas semanas da minha vida fossem como esta semana.
Uma semana de emoções lindas, puras e fortes.
Interrogo-me: como é que o meu coração aguenta tantas emoções?
A minha vida é difícil, muito difícil.
...
...

Mas a realidade é outra e ouço o meu nome, chamam-me para ir receber o meu 1º prémio num concurso de fotografia; de seguida, nada mais ouvi, os olhos apontados para o chão e os pés levaram-me até ao palco onde me senti num outro universo.
O MEU UNIVERSO!!!

Minha Amiga
também gosto muito do teu universo de searas e palavras, feitas em verso.
Beijos.

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida

Como sempre um belo momento de poesia.

Oh! prados mansos da ilusão
Verdes que eram
Pardos que são

Primavera e Outono...e o banco onde a vida se senta, esperando o Inverno.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

AC disse...

Um pé dentro e outro fora, mas a ilusão continua a seduzir...
A Lídia nunca escreve mal, as palavras são por demais cúmplices.

Beijo :)

Cidinha disse...

Olá Lidia!belos poemas!passando por aqui quero deixar para vc, um grande abraço e uma feliz semana.cidinhablogstar.

Sônia Brandão disse...

Bom seria se pudéssemos manter sempre verdes esses doces prados da ilusão.
Belo poema.
bjs

Graça Sampaio disse...

Que lindo! Muito poético. Muito romântico! Muito bonito, mesmo!
Obrigada.

Beijo

lupuscanissignatus disse...

perene

folha

a infância


[sopra ao
ouvido]



*beijo*

Mª João C.Martins disse...

Não há sonho onde o tempo não se sente, à espera de voar.
Não há idade para soltar papagaios com sede de subida. A ilusão, pode ser um prado verde a perder-se dentro dos nossos olhos.

As viagens que eu faço com a tua poesia, Lídia.. Por isso te leio tantas vezes, antes de conseguir escrever algo que faça ainda sentido ser dito.

Um beijinho