Cavei a terra à força de braços, rasguei corgas e deixei grossos e fecundos sulcos, onde depois plantei as palavras e outros frutos de estimação.
Passou o tempo; a colheita estava aí à minha espera: alcancei, em braçados, os meus pomos. E se neles há agora literatura. Foi a porfia, porque em mim sempre li terra dura. -- ... mas enfim, é preciso admiti-lo, sim senhor! E o seu bouquet já está compostinho por este ano? :) Beijinho João
17 comentários:
Belíssimo Lídia. Há que admiti-lo! Beijo
Que lindo poema! um beijo,tudo de bom,chica
A ternura das mãos junto à raiz
É tudo um que um lírio pode desejar
num cantinho do Verão
entre a mágoa
dos desejos insatisfeitos
e a água
Admitir o desejo que nos morde até às raízes. Adorei. Lírios de beijos ;)
Que singelo plantar...
Um beijo imenso!
Boa semana.
Magnifica manera de arroparse bajo un poema muy hermoso.
Un abrazo
Con mis
Saludos fraternos de siempre..
PROVAVEIS FRUTOS
Cavei a terra à força de braços,
rasguei corgas
e deixei grossos e fecundos sulcos,
onde depois plantei
as palavras
e outros frutos de estimação.
Passou o tempo;
a colheita estava aí à minha espera:
alcancei, em braçados, os meus pomos.
E se neles há agora literatura.
Foi a porfia,
porque em mim sempre li terra dura.
--
... mas enfim, é preciso admiti-lo, sim senhor!
E o seu bouquet já está compostinho por este ano? :)
Beijinho
João
Muito, muito lindo!... "é preciso admiti-lo"...
Beijos
Amiga Lídia, lindo post. Poema musical. Um pedacinho de terra, um pedacinho de céu...
Um grande abraço e uma ótima semana.
Olá
Terno e sensual.
Há que admiti-lo!
Bjs.
Tanta sensibilidade a tua Lídia!
Parabéns e obrigada pela aragem fresca!
Beijos.
Manu
Um pedacinho de terra sim!... onde caibam todas as nossas emoções!
Beijos,
AL
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. l___í___r___i___o___s . "que lindeza tamanha" ... . :) .
.
. em poesia genuína . sempre .
.
. beijo meu . lídia .
.
.
"Uma sede de raízes a morder
as margens do desejo."
Lindo. Dá até para sentir o "cheiro" da terra...
Ótimo poema! Li os textos postados aqui, gostei. São de qualidade.
Que em sua vida seja sempre plantada poesia e que nos deixe conhecer os seus frutos.
Linda poesia.
beijos
oa.s
A água, sempre ela a nutrir a nossa essência e a clarear, o que precisamos admitir.
E tudo é terra de nascer, amoras e lírios!
Sempre grata pelo que me ofereces a ler,
Um beijinho, Lídia
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