quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Libertar o grito


Libertar o grito
Fazê-lo voar
No céu da
Indignação

Desenraizar
As ervas daninhas
Que sugam o pão
Renovar olhares
Consertar momentos
Avariar silêncios

Libertar o grito
Desaprovar
Ceifar mentiras
Podar emoções
Ajustar o verbo

Colher soluções

28 comentários:

Mateus Medina disse...

Maravilhoso clamor a acção!

As vezes (muitas, mas do que nos deveríamos permitir), a inacção toma conta de nós, e vamos nos conformando aos poucos, com tudo e com nada.

É preciso liberar o grito contra tudo aquilo que está errado =)

Beijos

rouxinoldebernardim disse...

Liberto e de que maneira: Parabéns...

folha seca disse...

Cara Lídia Borges
Com o meu pedido de desculpas pelo abuso, mas pus em destaque este seu post no meu "folha seca"
Cumprimentos
Rodrigo

Rosa dos Ventos disse...

Colher soluções...e aplicá-las!
Na poesia também se encontram soluções!

Abraço

João de Sousa Teixeira disse...

Ora qui está a safra necessária.
Desde a monda e a erradicação das ervas daninhas à recolha dos frutos.
A tudo isto chamariamos colheita 2011...
Já!
Beijinho
João

Catarina disse...

Um final feliz: Colher soluções

Isabel disse...

Gostei do poema.
Um abraço

Rogério G.V. Pereira disse...

Poeta
também
encontras bem
as
palavras
certas e exactas
desta poesia
necessária
Quanto à colheita de soluções
Estará a Seara já madura?

Dilmar Gomes disse...

Amiga Lídia, enquanto não surgem as soluções para os problemas do mundo, eu colho a melodia da tua seara de versos.
Um abraço daqui do sul do Brasil.

Graça Sampaio disse...

Muito actual! Muito certeiro, muito objectivo (será que a poesia pode ser obectiva?!) muito proactivo (como se diz agora...). Sem ser contundente.

Muito bom!

Parabéns.

Mona Lisa disse...

Olá

Libertar o grito em socorro dos mais frágeis.

Belíssimo poema.

Bjs.

Flor de Jasmim disse...

Lídia
Um poema que diz tudo.
Mas antes da colheita terão que ser retiradas as ervas daninhas que dia para dia se estão a espalhar mais dominando a sementeira que já pouco tem de bom para colher.
Beijinho

Mar Arável disse...

Libertar o grito

Excelente

Graça Pereira disse...

Libertar o grito para que se dê voz a quem a não tem...colher soluções para que finalmente chegue a esperança. Este é o trabalho do poeta que cruza as palavras certas na justeza do verbo.
Parabens!
Beijo
Graça

BlueShell disse...

"desenraizar ervas daninhas e ceifar mentiras" é essencial para se poder soltar o "grito"!
Gostei de vir aqui,
BShell

Sempre disse...

Um grito da terra na procura da renovação. A preparação do solo para uma nova sementeira. Também assim é a vida uma constante roda que gira e gira. Abraço terno ;)

Maria Rodrigues disse...

Há que soltar do nosso peito, os gritos à favor de quem não têm hipotese de gritar. Excelente!
Amiga, deixei no meu cantinho “SELINHOS – Presentes dos AMIGOS” - http://maria-selinhos-presentesdosamigos.blogspot.com/ - um miminho especial é o Selo “Este Blog eu Recomendo” o seu cantinho merece, pois é um espaço onde a poesia reina e encanta quem aqui chega.
Bom fim de semana
Beijinhos
Maria

Lilá(s) disse...

Belíssimo poema! e o ideal é mesmo "colher soluções".
Bjs

manuela barroso disse...

...e são estes gritos que fazem nascer flores!
Bji

Mª João C.Martins disse...

Prendo os meus olhos nesse olhar, e o grito revela-se em mim, como uma chama que ilumina cada um dos meus dias. Porque a monda nunca estará terminada e as flores continuam à nossa espera!!

Sei que sabes, o quanto este poema me toca...

Um enorme beijinho

Ricardo Valente disse...

Bom se houvesse solução, nesse mar de desesperança...
Abraço!

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida

Por vezes...ou quase sempre, esse grito esbarra num muro de silêncio.

deixo um beijinho
Sonhadora

a d´almeida nunes disse...

Quantos gritos não se ouvem, quase inaudíveis, no olhar incrédulo e conformado, desta criança.

Um símbolo do que o egoísmo do Homem não é capaz de fazer.

Olhar, escutar, partilhar!...

Beijinho, Lídia
António

Mel de Carvalho disse...

Sem dúvida, Lídia. Urge que se dê palavra a quem silencia o grito que trilha a fala.

Beijo e a minha admiração
Mel

Filoxera disse...

Tocante...
Um beijinho.

Celso Mendes disse...

Indignar-se também é coisa de poeta.

Colher soluções deve ser coisa para todos nós.

Bravo, Lidia!

beijo.

Branca disse...

Sempre libertar o grito Lídia, sempre a indignação.

Bonito e comovente este poema que incita à acção.

Beijos
Branca

Maria Campos disse...

E de que lhes adianta libertarem o grito ?...

Infelizmente, este nosso mundo, injusto, faz sofrer milhões, para alimentar o interesse de uma minoria louca e maldosa !............

Beijo, Lídia