E, depois de grafadas as estrofes, a palavra se queda morta no momento que ela própria aprisionou. O tempo imóvel recolhe-se no silêncio do poema fenecido e tu relês cada verso, cada vírgula, cada ponto, querendo manter acesa a luz materna. Querendo fixar a matriz da sua existência como única forma de reviver o instante que já se vai perdendo. Pintura: Dead end. Morteza Katouzian
11 comentários:
A cada leitura, a palavra ressuscita revivendo esse preciso momento perdido... é isso que torna o poema intemporal. Beijo e boa semana!
E que escrita! : )
Gostei.
Desagrafemos as estrofes e libertemos o momento, na esperança da ressurreição da palavra. Relerei então cada verso, cada vírgula, cada ponto, iluminando-me a leitura essa luz materna. Esse instante conquistado será tão belo, que serás instada a reescreve-lo.
Falo quase desolado
de cima deste livro fechado
palavras que são um apelo à escrita
As palavras só abrem os olhos quando as olhamos...
Excelente poema, gostei imenso.
Beijos, querida amiga.
Um texto poético desassombradamente lúcido, sem resguardos, como uma alma como a tua sabe ver.
Beijos
é por essa altura
em dois dedos de prosa
levanta voo ou poisa
a poesia toda
onde a frase se desenha
procurando a forma! Bjs
Escrita perfeita.
Beijos
Lídia
Lindo!!! Cada leitura cada palavra com a sua magia.
Beijinho e uuma flor
Nada se mantém para sempre a não ser a atemporalidade da manifestação artística.
Belíssima a ideia, maravilhosamente desenvolvida.
Beijokas.
Excelente escrita que em silencio nos diz muito.
Um abraço Lídia
oa.s
A escrita é atemporal e registro de momentos e pensamentos. E este registro que acabo de ler é muito belo e sábio.
beijo.
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