sábado, 22 de outubro de 2011

Flor

Não sei se sabes, Flor
As minhas dores mais cruéis
São as gotas de entristecimento
Que pressinto em tuas pétalas
Neste ou naquele momento.

Quero dizer-te, Flor
Ainda que tenhas por jardim o mundo inteiro
Guardo dentro do peito, em forma de coração
Um recatado canteiro pronto para abrigar
Uma Flor sem alento que pretenda descansar.

Posso guardar-te, Flor?
Antes que o vento venha, sedento
Ameaçar teu frágil caule tão perto de se quebrar

Quero lembrar-te, Flor
Nunca um inverno chegou com a ideia de ficar
E nunca uma primavera partiu sem intenção de voltar.


Para ti, doce Flor

20 comentários:

AC disse...

Flor que receba palavras destas corre o risco de nunca murchar...
Muito belo, Lídia!

Beijo :)

quanto pesa o vento? disse...

a tua escrita incendeia-nos.
que flor tão delicada que nos invade.
abraço.

Cristina Ferreira disse...

Lindas palavras , adoro flores. um abraço.

Unknown disse...

em cada estação há para cada signo de flor,


beijo

Állyssen disse...

É muito lindo, Lídia...
muito mesmo...
tocante...
foi o de mais gostoso que li hoje...
e com essa melodia de fundo... casou tão bem...

=)

Álly

Artes e escritas disse...

Guardamos a delicadeza dentro de nós como se fosse uma flor. Um abraço, Yayá.

Maria disse...

Bela amada será a Flor a quem destinas estes versos... seara em flor!

Isabel disse...

Muito lindo.
E a pintura escolhida também.

Rosa dos Ventos disse...

O ciclo da natureza tão poeticamente lembrado...

Abraço

Nilson Barcelli disse...

Lídia, o teu poema é magnífico. Parabéns pelo talento que as tuas palavras revelam.
Querida amiga, tem um bom resto de domingo e boa semana.
Beijos.

Graça Pereira disse...

Há tantas flores dentro de nós, pisadas, desfolhadas e perfumadas...Tambem eu quero guardar um canteiro dentro de mim, "antes que o vento venha sedento" e queira ficar e a primavera demore em voltar...
Uma poesia, com alguma tristeza e nostalgia mas perfeita como um amor perfeito!
Beijo
Graça

João de Sousa Teixeira disse...

Ai, flores, ai, flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo?
Ai, Deus, e u é?

Ai, flores, ai, flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado?
Ai, Deus, e u é?

Dizia o tal rei Diniz, melhor poeta que esposo...

Beijinho, não, dois, que já faz muito tempo...
João

piedadevieira disse...

Quanto encanto nesses versos, minha flor!
Beijos

manuela baptista disse...

e nunca foi tão bonito um nome de mulher!

um beijo

Mateus Medina disse...

Sortuda flor que tem como abrigo as tuas palavras =)

É isso mesmo, o inverno vem e vai, assim como a primavera.

Há o tempo de se mostrar e o tempo de se recolher.

bjos

Dario B. disse...

Bendita flor que possui um tão rico canteiro. Lindo. Um beijo.

Mª João C.Martins disse...

Como pode não ser doce, a flor que no teu canteiro se abriga?

Sabes...sente-se o perfume na mistura das pétalas!

Um beijinho grande

tecas disse...

Deliciosamente belo o diálogo num poema perfeito com a flor.
Sente-se a dor e o perfume, num misto de tristeza e amor.
Soberbo.
Bjito e uma flor...de alegria:-)

Escritora de Artes disse...

Belo!

Saudaçoes

Teté M. Jorge disse...

Que doces versos...
Beijos e flores para ti.