domingo, 4 de dezembro de 2011


Não
acho que não

há coisas muito mais tristes do que recordar
tempos felizes em tempo de tristeza
há por exemplo já se ter esquecido
que se esteve triste
inventar fantásticos momentos de alegria
para sempre
não vividos
e depois transformar
o que só é
no que não há
como se a vida fosse eterna
e assim coubesse toda
neste poema de amor
ainda assim
a dizer sim

Macedo, Helder (2011: p.20)
 in Poemas Novos e Velhos


Pintura: Vladimir kush


18 comentários:

Anónimo disse...

Lídiamiga

Óptima escolha de um ótimo poema, com uma óptima ilustração. Fabulástico.

Acho o teu blogue bué da fixe (aprendi esta expressão com os meus netos e já a utilizo com muita satisfação), com uma concepção gráfica magnífica e um conteúdo correspondente. Só para informar-te, fui professor de jornalismo gráfico em duas universidades privadas. Muito bem. Parabéns.

Gostarei de te ver na minha Travessa que, então, também será tua. Com comentário e (per)seguição; só.... rsrsrs

Qjs = queijinhos = beijinhos

Rogério G.V. Pereira disse...

Perfeito
Tudo
(como sempre.
Vou conhecer melhor o Hélder Macedo...)

Unknown disse...

a vida é sempre reinvenção,



beijo

João de Sousa Teixeira disse...

... E também há esquecer todas as teorias e começar de novo...
Beijinho
João

Fê blue bird disse...

Lindíssimo poema, e a imagem certa para este corte com a vida.

beijinhos

Flor de Jasmim disse...

Lídia
Excelente este poema!!! Eu não conhecia.
Obrigada pela partilha.
Beijinho

Maria Alice Cerqueira disse...

Muito boa tarde Amiga
Desculpe pelo meu silencio, não tem sido por esquecimento, mas por conta do momento que estou vivenciando!
Tem coisas que só o tempo pode curar , para poder voltar a sorrir ao vir lhe visitar.

Natal
É a reconciliação com o nosso coração, renovando o nosso interior com a força do Amor.
Natal
É aprender a reconhecer nossas faltas e nos perdoar pela nossa imperfeição humana, assumindo o compromisso da nossa renovação espiritual.

Tenha uma linda Semana coberta de muita paz e amor
Abraço amigo
Maria Alice

Nilson Barcelli disse...

Magnífica escolha.
Gostei de ler, não conhecia este poema.
Querida amiga Lídia, tem uma boa semana.
Beijo.

piedadevieira disse...

Estou de volta para curtir os amigos e deliciar-me com a poesia.
beijos

Manuel Veiga disse...

excelente escolha - Helder Macedo. poeta maior, pouco divulgado...

beijo

Sempre disse...

Uma realidade tão triste, forte e dorida...o das memórias tristes em dias tristes. Obrigada pela partilha ;)

Juliana Matos. disse...

E dizer, e dizer, tanto para recordar..

Lindo querida!

Ju

António Gallobar - Ensaios Poéticos disse...

Olá amiga Lidia

Antes de mais, não posso deixar de a felicitar, espero que seja um sucesso, estou certo que será... Quanto à sua escolha, belissimo poema, parabens

Antonio Gallobar

Lilá(s) disse...

Gosto de recordar as coisas boas, as outras tento arquivar...
Bjs

Mª João C.Martins disse...

O que é triste, dentro das coisas mais tristes, é não recordar. Mesmo que sejam momentos tristes em dias felizes. O que dá maior felicidade aos dias felizes é a recordação dos momentos mais tristes. Sem a memória vivida dos dois , nunca conheceríamos realmente nenhum.

Um bom poema a aguçar a curiosidade para a continuação da leitura.

Um beijinho

manuela barroso disse...

Uma dura realidade sim!
Triste não é recordar! Triste é não se lembrar de recordar e o que é pior,não se lembrar se é capaz de recordar!
E porque vi nos mails, algures a sua visita...fico feliz! Relembrei agora , Lidia!
Desculpe!
Abraço

Branca disse...

Depois de ler a Maria João não tenho mais nada a acrescentar, é perfeitamente o mesmo que senti ao ler este poema lindísimo de um poeta que não conhecia.
Obrigada pela partilha de um momento belo.

Beijos

Jorge Pimenta disse...

talvez a vida não caiba toda, inteira, inquestionada, num poema de amor. mas há tão pouco a ficar do lado de fora...
beijinho!